Desabafos e outros dramas · Organização Pessoal e Bullet Journal

Tenha uma lixeira por perto

Uma das coisas que eu mais acumulo na vida é papel. Sabe a segunda via, o “ah, não precisava da minha via, dá aqui e eu jogo, vai” e ela vai parar na bolsa, vai parar na escrivaninha, vai parar em algum lugar indesejável.

Fora outros papeis. O envelope da fatura do cartão não precisa ser guardado. As tirinhas de papel do boleto da internet também não. Então elas ficam ali, te olhando e culpando por não ser a pessoa organizadinha que você sempre quis ser.

Por isso, espalhei lixeiras pela casa. Hoje, coloquei mais uma, no quarto. Tem uma em cada cômodo, em alguns tem duas. O lixo tem que sair da vida, então também coloquei um alertinha no celular pra colocar o lixo no corredor nos horários certos. Não vai mais ficar lixo em casa, tem que ir pra rua, tem que ir pra fora.

Limpeza do ambiente em que a gente vive não é só questão de viver em um ambiente limpo da sujeira visível. A gente tem muita coisa pra jogar fora dentro da gente. E juntar lixo, às vezes, é só mais uma maneira de pedir socorro.

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Desabafos e outros dramas

Sobre pequenos passos

Acho que já perdi a conta de quantos “primeiros passos” eu dei. Metaforicamente, levantar da cama todo dia já é como escalar um Himalaia.

Porém, ultimamente, as coisas tem sido menos homéricas. Consigo sair da cama. Consigo lavar louça, passar uma vassoura na casa. Voltei para a academia. Fui no podólogo. Comi corretamente a semana inteira e emagreci 1kg, tudo dentro da meta que estabeleci.

Tem horas que não acredito que coisas boas podem acontecer para mim. Fico prevendo – às vezes parece que até desejando (!!!) – que algo ruim aconteça. Auto piedade. Ou auto pena. Tudo é ruim.

Acho que ter ido aos médicos (aliás, preciso ir levar o resultado dos exames…) e ter me dado ao trabalho de fazer pequenas coisas foram passos largos. Contudo, não houve, pelo menos dessa vez, a função de epopeia, as coisas apenas fluíram e foram acontecendo.

Ganhei uma grana, gastei outra grana, vou poupar um outro tanto.

Estou feliz mas não estou plena. Que louco isso, não é? Como alguém pode estar feliz mas não estar bem? Pois é. Faces e devaneios de alguém que aprende todos os dias a lidar consigo mesma, mas que transformou a batalha em lição. Educar o cérebro, o corpo e as emoções leva tempo e, eventualmente, é preciso extravasar. Que vá embora tudo que é ruim.

São passos pequenos. Mas já são passos.

P.S.: todo dia um passinho novo. O de hoje foi mudar o layout do blog e fazer esse post.

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Desabafos e outros dramas

Como colocar minha vida nos trilhos?

Não faço a menor ideia de como fazer isso.

Tentei métodos de organização mas ultimamente só tenho estado mais e mais estagnada. Eu fico pensando no que fazer, como fazer, mas não faço. Meu corpo não se mexe e não é mais o mesmo. Meu coração vive apertado. E o pior é que não há motivo para isso, nenhum motivo para isso.

Estou em crise. Tentando controlar meus problemas de compulsão da melhor maneira possível mas falhando miseravelmente. Eu achei que tinha alguns problemas pontuais mas, na verdade, eu não me sinto preparada ainda para tomar as rédeas da minha vida.

Preciso de terapia novamente, mas não quero voltar ao antigo terapeuta pois é muito longe e o valor da consulta é muito alto. Preciso achar um terapeuta do convênio. Semana que vem tem um retorno, espero que tenha dado tudo certo nos exames. Assim que voltar da viagem que vou fazer a trabalho preciso marcar os outros retornos e o exame complicado de imagem.

Eu sinto que está tudo bagunçado. Uma vida sem pé nem cabeça. Sinto que preciso fazer algo, que tem que ter alguma coisa que possa ser feita para melhorar, para sair desse estado constante de raiva contra mim mesma e angústia.

Uma vez me falaram “é só ir e fazer, levantar e fazer”. E quando você não consegue levantar? E quando as suas pernas pesam toneladas e o resto do seu corpo é uma massa disforme que não consegue se mexer? E sua cabeça manda “vai, faz, vai, levanta, se mexe, VAI” e você não vai. Simplesmente não vai. O corpo não vai. E a cabeça divaga pensando porquê não vai.

O pior é agora, hora de dormir. Me dá até taquicardia.

Tudo que eu queria era ser normal. Era não ter nenhum problema. Ser organizada e fazer tudo certinho, queria conseguir manter tudo limpo, bonito e no lugar. É tão simples e eu absolutamente não consigo…

Carol Indica · Séries

Dirk Gently’s Holistic Detective Agency é sensacional e você deveria começar a assistir hoje

Eu evito começar qualquer coisa com um imperativo. Faça isso, diga aquilo… Mas com Dirk Gently é diferente. Você precisa começar a assistir hoje.

A série é baseada em uma novela de Douglas Adams, o mesmo autor do “Guia do Mochileiro das Galáxias”. Anteriormente, houve uma adaptação da BBC para os contos mas, misteriosamente (ou não) pouco encontrei sobre a série. A gigante do stream e amada por todos, Netflix, pegou a novela, os personagens e fez uma das séries mais intrigantes que já assisti.

Começando pelo roteiro, que é extremamente bem elaborado e muito bem construído. Os personagens são marcantes e você passa a gostar ou detestar num mesmo episódio – até porquê, é bem demorado saber quem está ali e qual o propósito de cada um deles.

O lance é que não dá pra contar muito porque senão tudo vira spoiler mas, basicamente, Dirk Gently é um detetive diferente, não completamente lógico e possivelmente irritante, que desvenda casos bizarros.

O elenco também é muito bacana, com Samuel Barnett (você vai lembrar dele como Renfield em Penny Dreadful) e Elijah Wood (O FRODO!), com Hannah Marks (que fez a Gloria – personagem chaaaaata – em Awkward), Jade Eshete, Fiona Dourif (ela fez a Casey em True Blood, um personagem que apareceu super pouco aliás) e Mpho Koaho (o Anthony de Falling Skies). E temos uma série bastante diferente quando falamos em inclusão, com negros e mulheres em papéis de destaque – representatividade também é legal, viu? Tem também um corgi e uma gatinha pretinha na história (fofuras).

Eu gostei muito e acho que a série tem potencial para ser uma das grandes comédias. O formato de 8 episódios da Netflix funcionou super bem, além dessa pegada meio “história em quadrinho”, em que as coisas acontecem super rápido – mas aconselho “maratonar” a série, porque ficar uns dois dias sem ver já te faz perder alguns detalhes super importantes para o todo.

Vale a pena. Veja!

Dirk Gentlyís Holistic Detective Agency Season 1, Episode 1 Air Date: 10/22/16  Pictured: Elijah Wood (Todd) and Samuel Barnett (Dirk Gently)

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(P.S.: o post do planner está quase pronto e publicarei amanhã.)

Beleza, moda e meu ego enorme.

Cara Limpa

Se tem uma coisa com a qual eu tenho um problema sério em mim, é meu rosto.

Eu tenho manchas na pele. Elas são chamadas de melasma, são manchas que ficam no centro da minha testa, nas minhas bochechas, no meu queixo e em volta da boca. Elas me incomodam porque são manchas escuras na minha pele bem branca.

Elas surgiram em 2008 ou 2009, mais ou menos. Eram manchas bem menores que eu não cuidei corretamente. Elas apareceram porque eu tomei sol a vida toda sem protetor adequado (isso quando passava protetor…) e sempre foi MUITO sol – quando morei em Itanhaém, ficava o verão todo torrando, ia para a praia no sol do meio dia e ficava o resto da tarde no sol.

Eu sempre tive vergonha dessas manchas e foi aí que passei a buscar tutoriais de maquiagem e afins para conseguir esconder tudo. Entre vários produtos testados, encontrei os que mais se encaixam com meu tipo de pele mas, mesmo assim, as manchas seguem aumentando.

Só que passar maquiagem todo dia cansa. Usar 3, 4, 5 produtos antes de sair de casa diariamente cansa. É como vestir uma máscara todos os dias, como se aquilo fosse você disfarçando quem é de verdade.

O que eu vou fazer para mudar isso? A primeira coisa é procurar um bom dermatologista e fazer um tratamento de longo prazo que possa realmente amenizar as manchas.

O segundo é praticar a famosa porém negligenciada cara limpa. Protetor solar e só. Maquiagem tem que ser diversão, tem que ser algo prazeroso e algo que eu faça para me sentir bem e não uma obrigação diária no intuito de me fechar em mim.

Vou usar a luz, vou aceitar meu “bigode chinês”, as bolsinhas embaixo dos olhos (haja chá de camomila) e aquela marquinha do óculos no nariz. Vou aceitar que a cara pode estar limpinha e que uma boa iluminação é mais suficiente do que maquiagem.

Que venha em 2017 uma cara limpa e muito, muito feliz.

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Novo corte de cabelo pela minha querida amiga Cintcha.