Desabafos e outros dramas

Caderno de Perguntas

Deu saudade dos caderninhos de enquetes. Minha mãe detestava minhas respostas, me achava “adulta demais” e “racional para uma adolescente”. Quem dera eu fosse as minhas respostas, mãe. Aí me mandaram essa no Facebook, que vou responder de maneira bem sincerona. Olha aí, mãe:

Gênero: Feminino
> Altura:1,68 (mas eu falo 1,70 para todo mundo)
> Idade: 29
> Cor de olho: azuis
> Signo: Capricórnio
> Onde nasceu: Mooca, meu
> Cor de cabelo: castanho bem claro
> Objetos favoritos: cadernos
> Solteiro ou em um relacionamento: em um relacionamento
> Comida favorita: arroz, feijão, farofa, peito de frango a milanesa e purê.
> Animal favorito: cachorros e gatos
> Hora do dia preferida: final da tarde, quando começa o pôr-do-sol
> Dia ou noite: Dia
> Feriado preferido: Natal
> Estação preferida: Primavera
> Emoji favorito: 😒😏
> Hobbie: caligrafia
> Maior defeito: preguiçosa até o talo
> País preferido: Uruguai
> Tempo preferido: dias de sol mas sem muito calor
> Nome do teu pet: No hay pets, mas se tivesse, seriam Sangria e Sardela.
> Nome dos melhores amigos: Denis, Larissa, Debora, Giulia, Fernanda, Brisa, Mau, Nana e Ana Paula. São os que eu posso contar qualquer coisa.
> Aparência ou personalidade: Personalidade
> Natureza ou cidade: Onde meu coração estiver.
> Livro ou filme: Livro
> Conto/história favorito(a): A sociedade dos ruivos – Arthur Conan Doyle.
> Socializar ou ficar sozinho: Socializar
> Banda favorita: The Beatles
> Cantor e cantora favoritos: cantor – Eddie Vedder / cantora – Alanis Morissette
> Música favorita: Naked as we came
> Ficar em casa ou sair: Sair.
> Filme favorito: Metrópolis
> Série favorita: Friends
> Livro favorito: O Poderoso Chefão (Mário Puzo)
> Estilo musical favorito: rock (farofa)
> Assunto favorito: pessoas
> Religião: não tenho
> Nome para uma filha: Virgínia
> Nome para um filho: Miguel
> Frase predileta: “Tudo posso naquele que me fortalece”
🐻Cole isso na sua Timeline para as pessoas te conhecerem melhor

 

Foto: tatuagem que fiz em homenagem aos meus pais (um anzol e uma agulha de costura)

Comida e Bebida · Desabafos e outros dramas · Receitas

Comida de verdade, família e leveza

Meu fim de semana foi cheio de coisas interessantes acontecendo e me senti muito ativa. Fazia tempo que não ficava assim e foi bem gostoso aproveitar mais.

Na sexta-feira, a ideia era sair mas o namorado estava cansado, acabamos bebendo em casa mesmo e dançando axé dos anos 90 e 2000 na sala. Descobrir que ainda sei cantar todas as músicas do Araketu e da Banda Eva é apenas uma amostra do meu gosto musical duvidoso e que é moldado na boquinha da garrafa.

No sábado, passeamos um pouco – a ideia era ir no SESC mas a carteirinha do namorado venceu… Acabamos indo em um restaurante próximo, muito gostosinho, mas era PF normal. Aí tiramos um cochilo a tarde que foi tão delícia, estava precisando dormir um pouco a tarde para lembrar da maravilha que é viver (exageraaaaada).

Bom, aí de noite as coisas foram loucas! Fui em uma balada (balada mesmo), super cheia, muita gente, não dava pra conversar, só pra dançar MUITO e foi exatamente o que eu fiz. Joguei a dignidade pro lado e dancei rebolando, gritei muito “woo huu”, brinquei com todo mundo ao redor e não arrumei nenhuma briga com caras babacas porque estava lá acompanhada do meu namorado, que teria tomado a briga para si, inclusive. Lá ninguém mexeu comigo e eu fiquei “ufa, ainda bem”, é muito melhor sair assim… Que mundo bosta que a gente fica feliz quando ninguém mexe com a gente, o que deveria ser o normal. Enfim, foi muito bom, nos divertimos e rimos tanto que dormi sorrindo.

No domingo, foi aniversário da minha prima, churrasco. Hmmmm, comida. E agora entra o principal desse post: comida de verdade. Aquela que a minha tia fez e que eu não posso comer por causa da dieta mas que acabei comendo mesmo assim porque é a comida que minha tia fez. É comida com carinho, afeto e dedicação, com cheirinho de tempero dela, com o olhar cheio de ternura que ela me dá. Aí a gente come. E um teco do pão de alho que o primo fez, a salada de batata da tia que você nem sabia que era tia (mas que salvou sua vida no pronto socorro quando você era criança), então sim, eu como coisas fora da dieta de vez em quando porque são coisas feitas com muito amor e carinho.

Já de noite, eu fiz meu primeiro cocotte de ovo. Fiz com cogumelos, parmesão, ovo e creme de leite – infelizmente não achei creme de leite light, mas acho que vou tentar com leite de coco para ficar mais perto dos ingredientes que posso ingerir sem restrições. Também fiz sopa de cenoura com curry e leite de coco, mas não curti também porque achei que faltou alguma coisa para dar um sabor diferente para a sopa, o curry só deixou ela salgada… Acho que na próxima vou temperar com manjericão e salsinha frescos e fazer uma fritada de alho-poró para servir junto ou cogito ainda a couve crisp. Comi com pipoca (pois é, aprendendo a comer coisas diferentes hahaha). Tirei as duas receitas do livro da Rita Lobo. Estou bem contente com meu desempenho na cozinha, pelo menos aprendi a seguir receitas hahaha… E vou aprender a substituir e criar meus próprios pratos.

Foi leve e feliz como tudo deve ser. Que venham mais bons dias. Estou melhorando aos poucos e cada pouco desses é importante, um degrau a mais.

Ao infinito e além.

Foto.

Desabafos e outros dramas · Organização Pessoal e Bullet Journal

Tenha uma lixeira por perto

Uma das coisas que eu mais acumulo na vida é papel. Sabe a segunda via, o “ah, não precisava da minha via, dá aqui e eu jogo, vai” e ela vai parar na bolsa, vai parar na escrivaninha, vai parar em algum lugar indesejável.

Fora outros papeis. O envelope da fatura do cartão não precisa ser guardado. As tirinhas de papel do boleto da internet também não. Então elas ficam ali, te olhando e culpando por não ser a pessoa organizadinha que você sempre quis ser.

Por isso, espalhei lixeiras pela casa. Hoje, coloquei mais uma, no quarto. Tem uma em cada cômodo, em alguns tem duas. O lixo tem que sair da vida, então também coloquei um alertinha no celular pra colocar o lixo no corredor nos horários certos. Não vai mais ficar lixo em casa, tem que ir pra rua, tem que ir pra fora.

Limpeza do ambiente em que a gente vive não é só questão de viver em um ambiente limpo da sujeira visível. A gente tem muita coisa pra jogar fora dentro da gente. E juntar lixo, às vezes, é só mais uma maneira de pedir socorro.

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Desabafos e outros dramas

Sobre pequenos passos

Acho que já perdi a conta de quantos “primeiros passos” eu dei. Metaforicamente, levantar da cama todo dia já é como escalar um Himalaia.

Porém, ultimamente, as coisas tem sido menos homéricas. Consigo sair da cama. Consigo lavar louça, passar uma vassoura na casa. Voltei para a academia. Fui no podólogo. Comi corretamente a semana inteira e emagreci 1kg, tudo dentro da meta que estabeleci.

Tem horas que não acredito que coisas boas podem acontecer para mim. Fico prevendo – às vezes parece que até desejando (!!!) – que algo ruim aconteça. Auto piedade. Ou auto pena. Tudo é ruim.

Acho que ter ido aos médicos (aliás, preciso ir levar o resultado dos exames…) e ter me dado ao trabalho de fazer pequenas coisas foram passos largos. Contudo, não houve, pelo menos dessa vez, a função de epopeia, as coisas apenas fluíram e foram acontecendo.

Ganhei uma grana, gastei outra grana, vou poupar um outro tanto.

Estou feliz mas não estou plena. Que louco isso, não é? Como alguém pode estar feliz mas não estar bem? Pois é. Faces e devaneios de alguém que aprende todos os dias a lidar consigo mesma, mas que transformou a batalha em lição. Educar o cérebro, o corpo e as emoções leva tempo e, eventualmente, é preciso extravasar. Que vá embora tudo que é ruim.

São passos pequenos. Mas já são passos.

P.S.: todo dia um passinho novo. O de hoje foi mudar o layout do blog e fazer esse post.

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Desabafos e outros dramas

Como colocar minha vida nos trilhos?

Não faço a menor ideia de como fazer isso.

Tentei métodos de organização mas ultimamente só tenho estado mais e mais estagnada. Eu fico pensando no que fazer, como fazer, mas não faço. Meu corpo não se mexe e não é mais o mesmo. Meu coração vive apertado. E o pior é que não há motivo para isso, nenhum motivo para isso.

Estou em crise. Tentando controlar meus problemas de compulsão da melhor maneira possível mas falhando miseravelmente. Eu achei que tinha alguns problemas pontuais mas, na verdade, eu não me sinto preparada ainda para tomar as rédeas da minha vida.

Preciso de terapia novamente, mas não quero voltar ao antigo terapeuta pois é muito longe e o valor da consulta é muito alto. Preciso achar um terapeuta do convênio. Semana que vem tem um retorno, espero que tenha dado tudo certo nos exames. Assim que voltar da viagem que vou fazer a trabalho preciso marcar os outros retornos e o exame complicado de imagem.

Eu sinto que está tudo bagunçado. Uma vida sem pé nem cabeça. Sinto que preciso fazer algo, que tem que ter alguma coisa que possa ser feita para melhorar, para sair desse estado constante de raiva contra mim mesma e angústia.

Uma vez me falaram “é só ir e fazer, levantar e fazer”. E quando você não consegue levantar? E quando as suas pernas pesam toneladas e o resto do seu corpo é uma massa disforme que não consegue se mexer? E sua cabeça manda “vai, faz, vai, levanta, se mexe, VAI” e você não vai. Simplesmente não vai. O corpo não vai. E a cabeça divaga pensando porquê não vai.

O pior é agora, hora de dormir. Me dá até taquicardia.

Tudo que eu queria era ser normal. Era não ter nenhum problema. Ser organizada e fazer tudo certinho, queria conseguir manter tudo limpo, bonito e no lugar. É tão simples e eu absolutamente não consigo…