Comida e Bebida · Desabafos e outros dramas · Receitas

Comida de verdade, família e leveza

Meu fim de semana foi cheio de coisas interessantes acontecendo e me senti muito ativa. Fazia tempo que não ficava assim e foi bem gostoso aproveitar mais.

Na sexta-feira, a ideia era sair mas o namorado estava cansado, acabamos bebendo em casa mesmo e dançando axé dos anos 90 e 2000 na sala. Descobrir que ainda sei cantar todas as músicas do Araketu e da Banda Eva é apenas uma amostra do meu gosto musical duvidoso e que é moldado na boquinha da garrafa.

No sábado, passeamos um pouco – a ideia era ir no SESC mas a carteirinha do namorado venceu… Acabamos indo em um restaurante próximo, muito gostosinho, mas era PF normal. Aí tiramos um cochilo a tarde que foi tão delícia, estava precisando dormir um pouco a tarde para lembrar da maravilha que é viver (exageraaaaada).

Bom, aí de noite as coisas foram loucas! Fui em uma balada (balada mesmo), super cheia, muita gente, não dava pra conversar, só pra dançar MUITO e foi exatamente o que eu fiz. Joguei a dignidade pro lado e dancei rebolando, gritei muito “woo huu”, brinquei com todo mundo ao redor e não arrumei nenhuma briga com caras babacas porque estava lá acompanhada do meu namorado, que teria tomado a briga para si, inclusive. Lá ninguém mexeu comigo e eu fiquei “ufa, ainda bem”, é muito melhor sair assim… Que mundo bosta que a gente fica feliz quando ninguém mexe com a gente, o que deveria ser o normal. Enfim, foi muito bom, nos divertimos e rimos tanto que dormi sorrindo.

No domingo, foi aniversário da minha prima, churrasco. Hmmmm, comida. E agora entra o principal desse post: comida de verdade. Aquela que a minha tia fez e que eu não posso comer por causa da dieta mas que acabei comendo mesmo assim porque é a comida que minha tia fez. É comida com carinho, afeto e dedicação, com cheirinho de tempero dela, com o olhar cheio de ternura que ela me dá. Aí a gente come. E um teco do pão de alho que o primo fez, a salada de batata da tia que você nem sabia que era tia (mas que salvou sua vida no pronto socorro quando você era criança), então sim, eu como coisas fora da dieta de vez em quando porque são coisas feitas com muito amor e carinho.

Já de noite, eu fiz meu primeiro cocotte de ovo. Fiz com cogumelos, parmesão, ovo e creme de leite – infelizmente não achei creme de leite light, mas acho que vou tentar com leite de coco para ficar mais perto dos ingredientes que posso ingerir sem restrições. Também fiz sopa de cenoura com curry e leite de coco, mas não curti também porque achei que faltou alguma coisa para dar um sabor diferente para a sopa, o curry só deixou ela salgada… Acho que na próxima vou temperar com manjericão e salsinha frescos e fazer uma fritada de alho-poró para servir junto ou cogito ainda a couve crisp. Comi com pipoca (pois é, aprendendo a comer coisas diferentes hahaha). Tirei as duas receitas do livro da Rita Lobo. Estou bem contente com meu desempenho na cozinha, pelo menos aprendi a seguir receitas hahaha… E vou aprender a substituir e criar meus próprios pratos.

Foi leve e feliz como tudo deve ser. Que venham mais bons dias. Estou melhorando aos poucos e cada pouco desses é importante, um degrau a mais.

Ao infinito e além.

Foto.

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Receita – Soba com funghi, shimeji, missô e shoyu

A aparência não é das melhores, afinal, cogumelos não são bonitos. Porém, o gosto é outra história: os cogumelos tem um sabor forte e bem marcante e o missô tempera total.

Vamos para a receita? Vou colocar a versão completa mas ela também tem versão vegana substituindo apenas UM ingrediente!

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A foto também não ajuda mas eu não sei tirar foto de comida, desculpa.

☕️🍲🍜Soba com funghi, shimeji e molho de missô e shoyu☕️🍲🍜

Ingredientes

  • 100g de macarrão tipo SOBA (macarrão de arroz ou “macarrão para yakisoba”)
  • 50g de cogumelos funghi secos
  • 50g de cogumelos shimeji frescos
  • 1 colher de sopa de manteiga (pode substituir por óleo de coco se quiser a receita vegana!)
  • Um pacotinho de mistura de missoshiro (é missô, uma pasta de soja). Você pode ver do que se trata nesse link. Caso queira fazer com o missô que vem no pote de margarina, dissolva uma colher de sobremesa em água antes de colocar. Não use o que parece uma sopinha vono, aquele não presta.
  • Shoyu a gosto

Modo de preparo (bem explicadinho passinho por passinho)

  • Primeiro, hidrate o funghi. É só colocar na água, bastante água, e esperar que ele amoleça. O funghi dobra de tamanho quando hidratado, mas ele vai encolher novamente quando for para a panela, então não se assuste com a quantidade.
  • Aproveita esse tempo também para lavar e cortar o shimeji, tirando aquela raiz mais grossa – eu costumo separar os “mini cogumelinhos” um a um, mas aí é gosto pessoal (eu acho mais bonitinho 🙈).
  • Quando estiver molinho, escorra o funghi.
  • Coloque a água para fazer o soba no fogo.
  • Em uma frigideira, com fogo baixo (a receita inteira é feita no fogo baixo) coloque o shimeji e deixa ele cozinhar.
  • Não precisa colocar água nem óleo e nem nada, ele vai soltar a água dele mesmo e vai começar a cozinhar (ele não frita e não gruda na frigideira!).
  • Quando essa primeira água secar, coloque o funghi já escorrido e deixa eles ali, soltando água. Pode mexer se quiser, mas não precisa. Se a frigideira é anti aderente, eles não vão grudar. Se desconfiar que deu aquela grudadinha, pode mexer sem problemas.
  • A água do soba começou a ferver? Então coloque o macarrão sem quebrar. Ele vai descer aos poucos, enquanto cozinha. É importante manter o tempo de cozimento da embalagem (que varia entre 3 e 6 minutos, geralmente) porque esse macarrão é bem diferente do macarrão que estamos acostumados.
  • Enquanto o soba vai ficando pronto, acrescente a manteiga ou óleo de coco nos cogumelos. Agora sim eles dão uma “fritadinha”, mas na verdade já estão prontos. A manteiga vai começar a fazer o “molho”.
  • Assim que a manteiga estiver bem derretidinha, acrescente o missô ou pacotinho de mistura para missoshiro.
  • Misture BEM o missô. Ele já é um tempero mais completo, é feito à base de soja e é MUITO salgado. Por isso não vai sal nessa receita.
  • Tire o soba do fogo e escorra, mas deixa só um pouquinho (bem pouquinho) de água nele.
  • Coloque o shoyu nos cogumelos. Nesse ponto, é gosto pessoal – eu coloquei cerca de duas colheres de sopa, mas aí você decide se quer mais ou menos forte de shoyu.
  • Coloque o soba escorrido com aquele pouquinho de água.
  • Esse restinho de água do soba vai ajudar a criar um “molho” que vai engrossar bem pouco. É coisa de mais uns 5 minutos no fogo baixinho para que isso aconteça.
  • Vá mexendo o soba com os cogumelos durante esse tempo. Não é um molho grosso, então tem que mexer bem e depois “caçar” cogumelos para colocar no prato. Eles não grudam no macarrão hahaha.
  • Tudo incorporado e bonito, com aquele cheirinho de comida diferente pela casa? Apague o fogo e bom apetite!

Versão vegana: pode substituir manteiga por óleo de coco. A consistência dos dois parece diferente, mas o efeito é o mesmo.
Rendimento: 4 porções (se você for esfomeadinho como eu, rende só duas hahaha)
Tempo de preparo: 30 minutos

Custo: cerca de R$40 (R$ 10 por porção)
Valores estimados*
Soba: R$ 6 (pacote grande, rende muito)
Funghi: R$ 9 (comprado na zona cerealista – veja o guia!)
Shimeji: R$ 10 (bandeja em promoção no Carrefour)
Shoyu: R$ 4 (pequeno)
Missô: R$ 2 (vem em pacotes de 10 na Liberdade)
Manteiga/Óleo de coco: R$ 5/R$ 20 (rende muito, especialmente o óleo de coco. Também comprei na zona cerealista)

*Valores mudam conforme a região em que você está. Estes preços são valores estimados para a cidade de São Paulo, com custo de deslocamento pois alguns itens foram comprados na Zona Cerealista. Portanto, o custo da receita pode aumentar ou diminuir conforme a região que você mora.


Quem experimentar me conta se curtiu!