Comida e Bebida · Desabafos e outros dramas · Organização Pessoal e Bullet Journal

Habit Bull, porta retratos e comida de casa

Há em mim, lá no fundo, uma pessoa que sabe o que está fazendo. Um dos meus maiores problemas ainda é lidar com a auto sabotagem e com as desculpas e empecilhos que me imponho diariamente para deixar de fazer o necessário.

Por isso, a pesquisa tem sido constante por aplicativos, métodos e afins que me ajudem a organizar melhor a rotina, minha vida, meu trabalho e que me incentivem a fazer algo.

Nisso, achei o Habit Bull, um aplicativo que te ajuda a seguir hábitos – você sabia que são necessários 66 dias para que formar de uma atividade, um hábito? É isso que ele ajuda a fazer e tem me servido muito bem, mas chego em casa e… Bate aquela deprê. Até tenho conseguido fazer exercícios e manter as coisas minimamente organizadas, mas rola o tempo inteiro um sentimento de “tem algo errado”. Acho que eu sou a errada. Não sei.

É por isso, também, que voltei a buscar terapia em algum lugar próximo da minha casa – se não for, eu não vou, já sei disso. Tem sido difícil porque não tem psicólogos que atendem meu convênio, então é capaz de eu ter que pegar reembolso, mas se me ajudar a melhorar, nossa, eu pago feliz…

No fim de semana compramos um porta-retratos. Eu e meu namorado, para colocar uma foto que eu dei para ele. Uma foto nossa na mesa. Foi algo especial para mim, confesso. Nunca tive uma foto de namorado na mesa e agora eu tenho e ele tem. É tão pequeno mas é tão significativo… Eu quero muito melhorar para ele e por ele. Melhorar minha saúde, meu corpo, minha mente, porque preciso disso, do meu “divisor de águas”, de deixar o passado de lado e seguir em frente. Só que é difícil, eu continuo remoendo muita coisa… O que eu poderia ter sido, quem eu poderia ser, o que eu queria ter feito e não fiz, o que eu fiz e que não deveria ter feito… Preciso achar um jeito de lidar com tudo isso.

Estamos pensando em um jantar na minha casa. Coisa simples, comida de qualidade, eu e ele, só nós, ou com um casal de amigos. Não sei. Vamos passar mais tempo juntos, isso com certeza, fazendo algo que nós dois gostamos muito: cozinhar. Entre as nossas maiores invencionices, estão os hambúrgueres, que tem feito muito sucesso com os amigos, principalmente pela variedade de toppings. Já fizemos purê de cabotiá, cebola caramelizada e tentamos fazer guacamole, mas o abacate não estava muito maduro e acabamos fazendo ovo frito de gema mole que ficou maravilhoso.

Eu  vou melhorar, sei que vou. Todo dia um passinho.

Comida e Bebida · Desabafos e outros dramas · Receitas

Comida de verdade, família e leveza

Meu fim de semana foi cheio de coisas interessantes acontecendo e me senti muito ativa. Fazia tempo que não ficava assim e foi bem gostoso aproveitar mais.

Na sexta-feira, a ideia era sair mas o namorado estava cansado, acabamos bebendo em casa mesmo e dançando axé dos anos 90 e 2000 na sala. Descobrir que ainda sei cantar todas as músicas do Araketu e da Banda Eva é apenas uma amostra do meu gosto musical duvidoso e que é moldado na boquinha da garrafa.

No sábado, passeamos um pouco – a ideia era ir no SESC mas a carteirinha do namorado venceu… Acabamos indo em um restaurante próximo, muito gostosinho, mas era PF normal. Aí tiramos um cochilo a tarde que foi tão delícia, estava precisando dormir um pouco a tarde para lembrar da maravilha que é viver (exageraaaaada).

Bom, aí de noite as coisas foram loucas! Fui em uma balada (balada mesmo), super cheia, muita gente, não dava pra conversar, só pra dançar MUITO e foi exatamente o que eu fiz. Joguei a dignidade pro lado e dancei rebolando, gritei muito “woo huu”, brinquei com todo mundo ao redor e não arrumei nenhuma briga com caras babacas porque estava lá acompanhada do meu namorado, que teria tomado a briga para si, inclusive. Lá ninguém mexeu comigo e eu fiquei “ufa, ainda bem”, é muito melhor sair assim… Que mundo bosta que a gente fica feliz quando ninguém mexe com a gente, o que deveria ser o normal. Enfim, foi muito bom, nos divertimos e rimos tanto que dormi sorrindo.

No domingo, foi aniversário da minha prima, churrasco. Hmmmm, comida. E agora entra o principal desse post: comida de verdade. Aquela que a minha tia fez e que eu não posso comer por causa da dieta mas que acabei comendo mesmo assim porque é a comida que minha tia fez. É comida com carinho, afeto e dedicação, com cheirinho de tempero dela, com o olhar cheio de ternura que ela me dá. Aí a gente come. E um teco do pão de alho que o primo fez, a salada de batata da tia que você nem sabia que era tia (mas que salvou sua vida no pronto socorro quando você era criança), então sim, eu como coisas fora da dieta de vez em quando porque são coisas feitas com muito amor e carinho.

Já de noite, eu fiz meu primeiro cocotte de ovo. Fiz com cogumelos, parmesão, ovo e creme de leite – infelizmente não achei creme de leite light, mas acho que vou tentar com leite de coco para ficar mais perto dos ingredientes que posso ingerir sem restrições. Também fiz sopa de cenoura com curry e leite de coco, mas não curti também porque achei que faltou alguma coisa para dar um sabor diferente para a sopa, o curry só deixou ela salgada… Acho que na próxima vou temperar com manjericão e salsinha frescos e fazer uma fritada de alho-poró para servir junto ou cogito ainda a couve crisp. Comi com pipoca (pois é, aprendendo a comer coisas diferentes hahaha). Tirei as duas receitas do livro da Rita Lobo. Estou bem contente com meu desempenho na cozinha, pelo menos aprendi a seguir receitas hahaha… E vou aprender a substituir e criar meus próprios pratos.

Foi leve e feliz como tudo deve ser. Que venham mais bons dias. Estou melhorando aos poucos e cada pouco desses é importante, um degrau a mais.

Ao infinito e além.

Foto.

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Receita – Soba com funghi, shimeji, missô e shoyu

A aparência não é das melhores, afinal, cogumelos não são bonitos. Porém, o gosto é outra história: os cogumelos tem um sabor forte e bem marcante e o missô tempera total.

Vamos para a receita? Vou colocar a versão completa mas ela também tem versão vegana substituindo apenas UM ingrediente!

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A foto também não ajuda mas eu não sei tirar foto de comida, desculpa.

☕️🍲🍜Soba com funghi, shimeji e molho de missô e shoyu☕️🍲🍜

Ingredientes

  • 100g de macarrão tipo SOBA (macarrão de arroz ou “macarrão para yakisoba”)
  • 50g de cogumelos funghi secos
  • 50g de cogumelos shimeji frescos
  • 1 colher de sopa de manteiga (pode substituir por óleo de coco se quiser a receita vegana!)
  • Um pacotinho de mistura de missoshiro (é missô, uma pasta de soja). Você pode ver do que se trata nesse link. Caso queira fazer com o missô que vem no pote de margarina, dissolva uma colher de sobremesa em água antes de colocar. Não use o que parece uma sopinha vono, aquele não presta.
  • Shoyu a gosto

Modo de preparo (bem explicadinho passinho por passinho)

  • Primeiro, hidrate o funghi. É só colocar na água, bastante água, e esperar que ele amoleça. O funghi dobra de tamanho quando hidratado, mas ele vai encolher novamente quando for para a panela, então não se assuste com a quantidade.
  • Aproveita esse tempo também para lavar e cortar o shimeji, tirando aquela raiz mais grossa – eu costumo separar os “mini cogumelinhos” um a um, mas aí é gosto pessoal (eu acho mais bonitinho 🙈).
  • Quando estiver molinho, escorra o funghi.
  • Coloque a água para fazer o soba no fogo.
  • Em uma frigideira, com fogo baixo (a receita inteira é feita no fogo baixo) coloque o shimeji e deixa ele cozinhar.
  • Não precisa colocar água nem óleo e nem nada, ele vai soltar a água dele mesmo e vai começar a cozinhar (ele não frita e não gruda na frigideira!).
  • Quando essa primeira água secar, coloque o funghi já escorrido e deixa eles ali, soltando água. Pode mexer se quiser, mas não precisa. Se a frigideira é anti aderente, eles não vão grudar. Se desconfiar que deu aquela grudadinha, pode mexer sem problemas.
  • A água do soba começou a ferver? Então coloque o macarrão sem quebrar. Ele vai descer aos poucos, enquanto cozinha. É importante manter o tempo de cozimento da embalagem (que varia entre 3 e 6 minutos, geralmente) porque esse macarrão é bem diferente do macarrão que estamos acostumados.
  • Enquanto o soba vai ficando pronto, acrescente a manteiga ou óleo de coco nos cogumelos. Agora sim eles dão uma “fritadinha”, mas na verdade já estão prontos. A manteiga vai começar a fazer o “molho”.
  • Assim que a manteiga estiver bem derretidinha, acrescente o missô ou pacotinho de mistura para missoshiro.
  • Misture BEM o missô. Ele já é um tempero mais completo, é feito à base de soja e é MUITO salgado. Por isso não vai sal nessa receita.
  • Tire o soba do fogo e escorra, mas deixa só um pouquinho (bem pouquinho) de água nele.
  • Coloque o shoyu nos cogumelos. Nesse ponto, é gosto pessoal – eu coloquei cerca de duas colheres de sopa, mas aí você decide se quer mais ou menos forte de shoyu.
  • Coloque o soba escorrido com aquele pouquinho de água.
  • Esse restinho de água do soba vai ajudar a criar um “molho” que vai engrossar bem pouco. É coisa de mais uns 5 minutos no fogo baixinho para que isso aconteça.
  • Vá mexendo o soba com os cogumelos durante esse tempo. Não é um molho grosso, então tem que mexer bem e depois “caçar” cogumelos para colocar no prato. Eles não grudam no macarrão hahaha.
  • Tudo incorporado e bonito, com aquele cheirinho de comida diferente pela casa? Apague o fogo e bom apetite!

Versão vegana: pode substituir manteiga por óleo de coco. A consistência dos dois parece diferente, mas o efeito é o mesmo.
Rendimento: 4 porções (se você for esfomeadinho como eu, rende só duas hahaha)
Tempo de preparo: 30 minutos

Custo: cerca de R$40 (R$ 10 por porção)
Valores estimados*
Soba: R$ 6 (pacote grande, rende muito)
Funghi: R$ 9 (comprado na zona cerealista – veja o guia!)
Shimeji: R$ 10 (bandeja em promoção no Carrefour)
Shoyu: R$ 4 (pequeno)
Missô: R$ 2 (vem em pacotes de 10 na Liberdade)
Manteiga/Óleo de coco: R$ 5/R$ 20 (rende muito, especialmente o óleo de coco. Também comprei na zona cerealista)

*Valores mudam conforme a região em que você está. Estes preços são valores estimados para a cidade de São Paulo, com custo de deslocamento pois alguns itens foram comprados na Zona Cerealista. Portanto, o custo da receita pode aumentar ou diminuir conforme a região que você mora.


Quem experimentar me conta se curtiu!

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3 perguntas para (tentar) driblar a compulsão alimentar

Eu não sei quando criei meu problema com comida mas sei que ele existe. Não é algo que me faça ter vergonha, mas tenho períodos bem complicados e vou compartilhar aqui o que tenho feito para, ao menos, amenizar.

Alguns exemplos de coisas que comi compulsivamente:

  • Caixa de chocolate: eu como uma caixa inteira, de uma vez, em questão de meia hora assistindo uma série. Vai um bombom atrás do outro.
  • Nuts: teve uma época que eu achei que podia comer tudo e eu comi de uma vez também, coisa de 400g (sim, é muito MESMO) de nuts variadas. Isso aconteceu antes da dieta começar.
  • Croissant: já cheguei a comer 6 de uma vez.
  • Pão com manteiga: se vou comer, são sempre 3, no período de compulsão esse número variava entre 8 e 12.
  • Bolo: já fiz e comi um bolo de chocolate inteiro, forma grande. Idem com bolo de coco e bolo de cenoura. Também já comi assim tortas e pudins.
  • Salgadinhos e bolachas: um belo dia eu resolvi passar numa daquelas lojinhas tipo bomboniere para comprar “tudo que eu estivesse com vontade de comer”. Saí com 4 pacotes de salgadinhos (cebolitos, ruffles, pingo d’ouro e torcida), 3 barras de chocolate (hershey’s, lacta e diamante negro), paçoca rolha (o grande), 2L de coca cola, doce de leite aviação, hershey’s cremoso e uns docinhos tipo cocada. Cheguei em casa, guardei tudo e pensei “vou comer aos poucos”. Uma hora depois não tinha mais nada.
  • Sorvete: como dois potes de 10 litros seguidos tranquilamente.
  • Fast food: sempre comia 4 lanches + batata + coca cola. Quando comia um lanche só, ficava ansiosa achando que ficaria com fome em seguida e acabava indo comer mais um salgado na padaria meia hora depois, aproveitava e comprava uns docinhos para a parte da tarde, afinal, “eu nunca como isso” (mentira, comia todos os dias).
  • Macarrão e miojo: já comi (e como) tranquilamente um pacote inteiro com 1kg de macarrão se estiver ao meu gosto. Miojo, eram sempre 2, mas aconteceu algumas vezes de comer 4.
  • Batata: já comi 4 batatas recheadas uma vez, da grande, com requeijão e bacon. Também tenho um problema com requeijão e queijos em geral, como muito de uma vez só.

Sabe, esses são apenas alguns exemplos, isso não é bonito e, definitivamente, não é saudável. Isso é compulsão.

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Fonte: Pexels

Se alguém me viu fazendo isso? Talvez, mas sem espanto, porque não é algo que eu escondesse ou me envergonhasse e, quando estava com vergonha, me escondia no quarto e tudo certo. Aliás, essa coisa de “não tem ninguém vendo” já está me assombrando mesmo antes de eu me mudar: como vai ser quando realmente não tiver ninguém lá? Será que eu vou comprar coisas e comer compulsivamente me enganando com o discurso de “é só hoje”?

Com tudo isso em mente, lembrei de uma vez que li – não lembro onde, desculpa – sobre se questionar antes de fazer algo que pode ser prejudicial para você, porque assim, eu sei que vou passar mal, vou me sentir culpada e vou chorar horrores depois de comer aquilo, fora os picos de glicemia que eu não posso mais ter… Então criei essas 3 perguntinhas que eu me faço toda vez que vou “comprar um chocolatinho” ou “almoçar salgado” ou, ainda, “estou sozinha e não tem ninguém vendo mesmo”.

  1. Isso vai me fazer bem?
  2. Isso vai me fazer feliz?
  3. Eu vou me arrepender depois?

Isso vai me fazer bem?

Minha saúde vai ser prejudicada de alguma maneira? Terei um problema no futuro por conta disso? Vou passar mal? Todas essas perguntas vem junto com essa. É claro que encher a barriga de chocolate me faz bem, mas vai fazer bem momentaneamente e apenas para minha cabeça ou vai desestabilizar meu pâncreas depois? Tudo isso precisa ser pensado antes.

Isso vai me fazer feliz?

Assim, de verdade? Vai ser uma felicidade de 10 minutos que vai me deixar super ansiosa e me sentindo culpada depois, que vai aumentar a glicemia e me fazer ter taquicardia? Ou é algo que eu genuinamente estou com vontade e vou ser feliz comendo?

Eu vou me arrepender depois?

Vou me sentir culpada e me sentir ainda mais ansiosa depois de comer porque não deveria ter comido? Vou me olhar no espelho e me odiar? Vou ter euforia e depois ansiedade novamente? Vou me sentir péssima comigo mesma? Estou me enganando de alguma maneira? Eu realmente preciso ou apenas quero comer isso? Eu poderia comer outra coisa no lugar?

São perguntas que vem com outras perguntas, eu sei. Mas é fazendo essas três, sintetizando todos os questionamentos que vem com elas, que eu paro e falo:

“Ok. Não posso comer isso. Mas estou ansiosa no momento. O que eu posso fazer para passar que não seja comer? Se eu for comer alguma coisa, o que poderia ser?”

Muitas vezes eu preciso esperar passar. Eu vejo vídeos do Tasty e Tastemade, até. Ou eu tento me distrair com outra coisa – vou ler, organizar meu BuJo assistir um episódio de uma série, tomar banho ou jogar League of Legends – e o negócio é: eu preciso ficar longe da cozinha nesses momentos, para não bater uma frustração ainda maior.

Eu não sabia que era compulsiva e, na verdade, eu não tinha esse comportamento compulsivo até bem pouco tempo. Não sei o que desencadeou, na verdade, mas acho que tem a ver com alguns problemas de um relacionamento abusivo. No mais, agora eu estou em uma fase de tomar o controle novamente, de RETOMADA, e espero conseguir não só controlar, mas também esquecer esse tipo de comportamento ou me condicionar a não fazer mais uso dele.

Não sou especialista no assunto, nem psicóloga e nem nada. Eu estou dando a dica porque pode ser que ajude alguém, mas nada disso é regra, nem as perguntas precisam ser essas. O importante é que a comida e você tenham um bom relacionamento, que não seja nocivo e que não traga consequências ruins. Se você acha que tem compulsão alimentar ou se identificou com meus relatos acima, procure um profissional de saúde qualificado a te ajudar.

Apoio dos amigos, da família e do namorado tem sido fundamental nesses aspectos. Felizmente tenho pessoas que entenderam e estão do meu lado para ajudar.

Um passinho de cada vez. 🙂

 

Comida e Bebida · Frutas da Estação

Frutas da estação – Novembro

Eu passei boa parte da minha vida sem comer fruta e agora que eu como, eu como MUITA fruta.

Algumas frutas são sazonais, ou seja, elas só estão disponíveis em abundância ou num preço melhor em determinada época do ano.

O site Drinquepedia tem uma tabela ótima de sazonalidade, mas aqui eu vou falar das frutas mês a mês, assim a gente se prepara junto para fazer a feira 😉

novembro

Abacaxi: eu não sou muito fã porque me enche de afta, mas agora é a época daquele menorzinho, o pérola, que é mais doce. Para escolher abacaxi é fácil: dá uma puxada numa folha do centro da coroa, quanto mais fácil sair, mais maduro está. O abacaxi é rico em fibras pra fazer você cagar direitinho ir no banheiro certinho, tem vitamina C e Betacaroteno, esses lindos que evitam que a sua imunidade baixe.

Acerola: eu gosto de misturar no suco. Tem um pé de acerola lá na praia, comi tanta que enjoei, acho. Quanto mais vermelha/vinho ela for, mais madura está. Acerola é tipo feijões de todos os sabores do Harry Potter, só comendo pra saber se vem uma docinha ou uma azedona. É rica em vitamina C, tem muito mais que a laranja, por exemplo, e ajuda na manutenção da imunidade.

Banana nanica e prata: eu amo banana, especialmente banana prata. Quando ela está bem amarela, aquele amarelo que chega a ser escuro, já com umas pintinhas pretas nas casca, então, é essa que derrete na boca e é doce. Banana verde amarra, eca. A banana é rica em potássio, que ajuda a prevenir câimbra em quem faz exercício regularmente, fora que ela é rica em fibras e em vitaminas do complexo B, esse bonito que ajuda o sistema todinho da gente a funcionar.

Caju: amo muito e amo quando é época! Só fica barato aqui em SP por uns 2 meses, então é pra aproveitar muito. É rico em vitamina C e tem pouca frutose (o açúcar das frutas que pode dar pico de glicemia). Pra escolher, é só olhar a castanha em cima, se estiver bem escura tá madurinho.

Coco verde: água de coco, óleo de coco e o coco mesmo, eu amo. Nessa época, tem água de coco verde em tudo que é canto. Coco é bom quando cai do pé, então é bom comprar e sempre esperar um pouco antes de abrir – e, por favor, cuidado com os dedos na hora de abrir o coco, por favor. A água de coco hidrata e o coco tem tantos benefícios que eu vou fazer um post só pra ele (me cobrem).

Framboesa: já tive até blog com esse nome de tanto que eu gosto dessa frutinha. Ela é docinha, quanto mais escura mais doce é e mais madura ela está. Pode acompanhar qualquer coisa: quer colocar no iogurte? Combina. Quer colocar no arroz? Combina. É rica em vitamina C e ajuda a prevenir a nossa imunização racional imunidade.

Jaca: mamãe amava, eu tenho sentimentos controversos. É uma fruta que cai do pé quanto está madura e eu sinceramente não sei escolher… Mas é rica em vitamina A, C e potássio, então boa coisa deve fazer além de feder sua geladeira para todo o sempre.

Laranja pera: tem várias variedades (hã hã hã) de laranja no mercado e a pera é das mais populares. Ela precisa ter a casca bem lisa e brilhante e não estar muito dura, aí tá no ponto de comer ou fazer suco. A laranja é boa porque tem bastante vitamina C, mesmo que tenha muita frutose. Em todo caso, ela pode servir de esponjinha pro sal: errou na hora de salgar o feijão? Tudo bem, só jogar uma laranja dentro.

Mamão: eu AMO ÉPOCA DE MAMÃO. É tipo minha segunda fruta favorita na vida (a primeira sempre será banana). Cata aquele mamão mais amarelinho, aquele que tá com a casca lisinha e ele tá meio molengo, é esse que tá maduro e pronto para ser consumido. Já conhecido por todo mundo como a frutinha que faz seu intestino funcionar, o mamão é rico em fibras que ajudam também na absorção de nutrientes na passagem pelo canal do cocô.

Manga: eu também AMO MANGA. Desculpa, eu amo várias frutas. A manga é doce e, apesar dos fiapinho que servem de fio dental ou, se você for porquinho, vai perder pra sempre no meio dos dentes, a manga é uma fruta prática: partiu, comeu. Escolher é fácil: não pode estar molengona, tem que estar predominantemente vermelha e amarela, mas se tiver verde tudo bem, ela dá pra “semana”. A variedade Tommy não tem fiapinhos #ficadica. A manga tem muuuita vitamina C e supre qualquer vontade de docinhos pois é rica em frutose. Pro pré-treino a manga é amor, é glicose, é queima de carbo.

Maracujá: calmante natural, docinho, dá pra fazer várias comidas boas… Maracujá é versátil, rico em vitamina C e em fibras, mas também tem vitaminas do complexo B, tem vitamina A, tem fósforo… Ou seja, consuma maracujá. Pra escolher é fácil: quanto mais pesado e enrugado, melhor. Tá lisinho, com casquinha brilhante? Tá verde e não vai estar tão doce. Quanto mais o maracujá parece seu vô, melhor (desculpas antecipadas a todos os avôs).

Melancia: olha, eu vou ser bem sincera e não quero ninguém me julgando, mas acho melancia um negócio bem sem graça. Como, mas não tenho grandes amores. Melancia boa é a que está pesada, casca lisinha e brilhante, que você dá um tapa e estrala a mão. A melancia tem muita muita muita água mesmo e isso é ótimo, porque nesse verão de meu Deus ela ajuda seu corpo a ficar hidratado. A melancia também tem licopeno, um negócio que previne várias coisas ruins mas o legal mesmo é que ele ajuda a manter sua imunidade em dia.

Melão: não sou fã porque eu acho muito doce, mas tem algumas variedades que eu bem curto, viu? Eu e o namorado temos consumido muito o melão cantaloupe, ele é pequeno, amarelinho e tem gosto de bala de melão. Pra escolher os que tem a casca mais grossa, tem que apertar no “umbigo” dele, onde foi colhido, se estiver mais molengo é porque está maduro. O melão tem bastante fibra, além de vitaminas A e C.

Nectarina: gosto mais do que de pêssego, pra ser bem sincera. Não é uma fruta muito barata mas na época vale a pena comprar. Sai apertando as nectarinas todas na banca sem medo de ser feliz, se não estiver muito firme é essa mesmo que você tem que pegar. A nectarina tem vitaminas A, C, Zinco e Fósforo, sendo que esse último é um mineral sucesso que ajuda a manter a saúde celular da sua pele. Além de tudo, o nome nectarina é muito bonito.

Pêssego: é a fruta favorita do meu namorado (nossa que informação super relevante). Se está no ponto certo, o pêssego é bem doce, especialmente se for o americano. Se a casca está bem vermelha e ele está meio mole, é o ponto certo, basta abrir e se deliciar. O pêssego nacional é bem pequenininho, o americano é grande e tem ainda o espanhol, que é achatado e estraga muito rápido (não recomendo). O pêssego tem potássio, sódio, catotenóides (o nome é feio mas o benefício é bom), tem vitaminas A, B e C, além de ter fósforo também, o lance da pele de pêssego vem dele. Sigo preferindo nectarina.

Tangerina ou Mexerica: tem gominhos então não sou lá a maior fã, mas tem bastante vitamina C pra manter a imunidade em dia, tem vitamina B12 que deixa as cabelas bonitas, tem cálcio que deixa os dentes bonitos. Escolher é fácil: tenta pegar as que tão balançando dentro da casca, que não precisa ser lisinha e brilhante. Na dúvida, pede pra alguém abrir pra você (na feira sempre abrem).

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É isso, espero que tenham curtido o post. Gostei de ensinar a escolher as frutas e compartilhar o que tem de melhor em cada uma delas.

Agora é comprar e comer.
Bom apetite!