O que você pode fazer agora?

Esse post é, claramente, uma continuação do post de ontem.

Hoje de manhã eu estava com fome, com sede, cansada, com dor no corpo e uma cólica que certamente veio em forma de castigo porque eu matei uma abelha outro dia (foi sem querer). Fora isso, a alergia no rosto segue firme, forte e deixando minha pele cada dia mais seca.

Minha vontade era desabar mas, com vinte e duas coisas para resolver, uma ação do trabalho que demanda materiais que ainda não chegaram (e vão para o ar hoje, veja bem) e a necessidade de lavar roupas para ter calcinhas limpas na segunda-feira, eu não posso me dar ao luxo.

Olhei para tudo que estava sentindo e pensei “tá, o que eu consigo resolver AGORA”. Bom, a primeira coisa foi beber água. Depois tomei um remédio, cobrei algumas pessoas, mandei alguns e-mails e saí para almoçar.

E tudo isso porque a água eu consegui resolver ali, naquele momento. A sensação de ter resolvido pelo menos uma das coisas foi ótima, mesmo que fosse a coisa mais simples – era o que eu conseguia resolver e eu resolvi.

Agora falta todo o resto. Inclusive as roupas. Mas o dia ainda tem várias horas (e pelo menos mais três compromissos).
Vai dar tudo certo.

Vai sim.

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Calma, não dá para fazer tudo (e tudo bem)

Se tem uma coisa que eu detesto fazer é deixar as coisas por fazer e quando olho ao meu redor eu sempre tenho a sensação de que não fiz nada – mesmo quando eu fiz muito e, especialmente, quando eu não fiz nada mesmo.

No trabalho é assim: fiz 80 slides em uma apresentação linda, com storytelling perfeito, mas tem lá aquela planilha de pauta que eu vou postergar para mexer e só vou mandar no último segundo.

Em casa é assim: lavei a louça, limpei a pia e o fogão, passei pano na casa, mas tem aquela pilha de roupas que eu deveria ter guardado há uma semana e não guardei e nem vou guardar.

E, às vezes, eu não faço nada mesmo. Hoje foi esse dia: no trabalho, tudo rendeu, mas já vou pegar o ônibus daqui a pouco com a sensação de que vou chegar em casa, me trancar no banheiro e chorar um pouco sozinha em vez de fazer qualquer coisa que eu deveria – por exemplo, comida para trazer marmita amanhã, arrumar as roupas que estão empilhadas no quarto, arrumar as gavetas, fazer as unhas e colocar uma máscara na cara.

Não vou. E quero ir no cinema ainda hoje ver Homem-Formiga e a Vespa porque senão daqui a pouco sai de cartaz – e eu quero aproveitar os ingressos cortesia que ganhei respondendo pesquisa (só assim para ganhar alguma coisa #blogueirapobre)…

É muito, sabe? E o corpo sente. Minha menstruação atrasou 10 dias e eu, consciente da exigência emocional do último mês, sequer me preocupei com uma (improvável, diga-se) gravidez. Quando contei ao meu companheiro ele ficou chocado, porque ao olhar para mim, ele achou que estava tudo bem.

A dificuldade de externar, de colocar para fora, é muito grande do meu lado. E não fazer as coisas é só um dos sintomas de que tem algo errado comigo e esse problema está no meu emocional. Meu terapeuta dizia que eu não deveria racionalizar tanto mas para mim é muito lógico: não estou bem por dentro, as coisas não funcionam por fora.

Para ter uma ideia: nem meu bullet journal eu peguei essa semana. Minha pequena alegria diária ficou lá, esquecidinha.

O que eu preciso fazer? Bom, começar por melhorar emocionalmente mesmo sem saber direito como fazer isso. Na verdade, escrever um pouco aqui cumpriu com pelo menos 40% da melhoria do meu dia, então o pijamão é mesmo uma coisa boa… Agora faltam 60% que eu não sei de que cu eu vou tirar (desculpa a expressão, eu falo palavrão, rima proposital).

O novo desenho da She-Ra não é para você.

O pessoal que está reclamando das mudanças gráficas nos remakes de desenhos como Thundercats e She-Ra, eu preciso contar uma coisa muito importante:

Vocês cresceram.

Eu sinto muito por isso, eu mesma não queria ter crescido, mas aconteceu e agora eu sou uma adulta cuja maior preocupação é pagar os boletos e fechar o mês no azul. Quando eu vejo um desenho da She-Ra o que bate é aquela nostalgia gostosa de sentar no sofá de manhã com um copo de leite com Toddy, um pão com manteiga e queijo, com o cabelo pra cima e a cara ainda meio inchada de uma noite gostosa de sono. No meio do desenho da She-ra sempre tinha o comercial de Toddy, então eu tomava o Toddy. Eu sou muito influenciável. Eu também sempre quis uma bonequinha da She-ra, mas era muito cara, mas era linda e eu queria muito.

She-Ra foi criada pela Mattel. Você sabe quem é a Mattel? É a empresa que faz a Barbie. Então a She-Ra era tipo uma Barbie guerreira. E a She-Ra é irmã gêmea do He-Man também, que é outro personagem criado pela Mattel e vendeu muito bonequinho (veja na Netflix o “brinquedos que marcaram época” do He-Man).

Então, assim, a gente amava as lições do He-Man e a força da She-Ra, mas sejamos sinceros, o interesse da Mattel era vender bonequinho. E tudo bem, porque essa era uma tática muito valiosa a partir dos anos 70 – você criava um desenho já pensando em vender o bonequinho. E isso não é muito diferente do que acontece hoje, né? Tirando algumas animações, como o (excelente) Irmão do Jorel, que é uma produção independente nacional, a maioria dos desenhos está ali para vender bonequinho, camiseta, brinde do McDonald’s e, claro, agradar as crianças o suficiente para que elas peçam esses brinquedos para os pais.

É tão simples e tão claro, que eu me sinto meio idiota de ter que explicar isso para outros adultos que, como eu, sonharam com o bonequinho do He-Man e da She-Ea, que tiveram um adesivo do Gorpo colado no vidro do quarto e que tentaram transformar o cachorro no Gato Guerreiroo batendo com a espada de plástico na cabeça dele (com carinho, senão ele te mordia). E tudo isso tomando Toddy e comendo pão com Qualy.

Meus amores, eu sinto muito que seu senso estético dos anos 80 e suas referências nostálgicas tenham sido feridas… Mas a Mattel precisa vender brinquedo. E o que vende hoje é essa She-Ra de traços que você considera mais simples (não são). Veja bem, existe uma pesquisa por trás de tudo que vai pro ar, inclusive na Netflix. Tem que ter um público interessado e tem que ter audiência que vá consumir aquele conteúdo – e vai ter. Não tem como jogar a pesquisa do mercado de consumo infantil no lixo – e criança consome, por mais que a publicidade não possa ser feita direcionada para ela especificamente.

Eu não queria que mudassem o desenho da She-Ra. Mas eu também não posso pedir para a Mattel, a Cartoon Network e os desenhistas ficarem sem grana de publicidade e venda de bonequinho. Sendo bem sincera aqui e agora: por mim a indústria explodiria e criança consumiria apenas aquilo que criança tem que consumir – brócolis – mas a vida real não é assim, né? Eu tô preocupada com boleto e o cara do chão de fábrica que fica colando cabeça de Barbie o dia inteiro também.

Então tudo bem você criticar o novo desenho da She-Ra, mas não faça isso pensando em como o traço e o senso estético mimimi bobobó dos anos 80 é superior. Critique falando com a indústria por trás do desenho – e, acredite, por mais que essa indústria venha com novas mensagens falando que a She-Ra agora não é sexualizada (e não é mesmo, que bom) e que ela é mais infantil (que bom também) e traz moral para a vida das crianças (ufa, né, só faltava tirar a única coisa que prestava) – quer vender bonequinho, publicidade, camiseta licenciada e brinde que vem com lanche (e Danoninho, veja bem).

Não seja inocente.

Não é para vocês.

Eu ainda não sei como será essa nova dinâmica de desenho na Netflix e animação Dreamworks, como isso será monetizado ou se eles foram solidários e legais o suficiente para lançar o novo desenho sem qualquer tipo de ideia de lucro (HAHAHA).

Vamos acompanhar.

(Não vai ter foto porque estamos aqui evitando processinho)

Vida de merda de hoje

Falei que não tinha inspiração para fazer post e já vou logo com dois no mesmo dia.

Ontem resolvi fazer uma sessão de tratamento de pele. Passei uma máscara de porcelana da Avenca, sucesso de público (no caso, eu) e fui tirar meu buço.

Veja bem, eu não tenho buço. Eu tenho três pelinhos loiros perto da boca que são mais finos do que cabelo de neném.

Aí peguei aquela cera de depilação facial em tirinha, que você esquenta na mão mesmo. Friccionei (amei essa palavra), esquentou, coloquei, puxei.

Dor, lágrimas, adeus buço.

O bagulho me deu alergia e o buço que não tenho está agora evidenciado por uma vermelhidão com brotoejas.

Vida de merda.

Músicas “felizinhas” de segunda-feira (#1)

Eu acho que segunda-feira é o dia mais bunda da semana, então resolvi que todo início de semana vou compartilhar uma playlist com minhas musiquinhas felizes.

A playlist de hoje é a que eu mais tenho ouvido no spotify ultimamente. São 45 músicas, coloco a lista no repeat e ouço o dia inteiro. Tem uma ou outra música mais sonífera mas, no geral, é tudo indie moderninho dançante.

Diz que quando a gente joga coisa boa pro universo colhe coisa boa de volta. Então eu vou mandar música boa no dia bunda e quem sabe o dia não começa a ficar bom?

Enjoy! 🙂

clique aqui para acessar porque eu não consegui embedar o player