Calma, não dá para fazer tudo (e tudo bem)

Se tem uma coisa que eu detesto fazer é deixar as coisas por fazer e quando olho ao meu redor eu sempre tenho a sensação de que não fiz nada – mesmo quando eu fiz muito e, especialmente, quando eu não fiz nada mesmo.

No trabalho é assim: fiz 80 slides em uma apresentação linda, com storytelling perfeito, mas tem lá aquela planilha de pauta que eu vou postergar para mexer e só vou mandar no último segundo.

Em casa é assim: lavei a louça, limpei a pia e o fogão, passei pano na casa, mas tem aquela pilha de roupas que eu deveria ter guardado há uma semana e não guardei e nem vou guardar.

E, às vezes, eu não faço nada mesmo. Hoje foi esse dia: no trabalho, tudo rendeu, mas já vou pegar o ônibus daqui a pouco com a sensação de que vou chegar em casa, me trancar no banheiro e chorar um pouco sozinha em vez de fazer qualquer coisa que eu deveria – por exemplo, comida para trazer marmita amanhã, arrumar as roupas que estão empilhadas no quarto, arrumar as gavetas, fazer as unhas e colocar uma máscara na cara.

Não vou. E quero ir no cinema ainda hoje ver Homem-Formiga e a Vespa porque senão daqui a pouco sai de cartaz – e eu quero aproveitar os ingressos cortesia que ganhei respondendo pesquisa (só assim para ganhar alguma coisa #blogueirapobre)…

É muito, sabe? E o corpo sente. Minha menstruação atrasou 10 dias e eu, consciente da exigência emocional do último mês, sequer me preocupei com uma (improvável, diga-se) gravidez. Quando contei ao meu companheiro ele ficou chocado, porque ao olhar para mim, ele achou que estava tudo bem.

A dificuldade de externar, de colocar para fora, é muito grande do meu lado. E não fazer as coisas é só um dos sintomas de que tem algo errado comigo e esse problema está no meu emocional. Meu terapeuta dizia que eu não deveria racionalizar tanto mas para mim é muito lógico: não estou bem por dentro, as coisas não funcionam por fora.

Para ter uma ideia: nem meu bullet journal eu peguei essa semana. Minha pequena alegria diária ficou lá, esquecidinha.

O que eu preciso fazer? Bom, começar por melhorar emocionalmente mesmo sem saber direito como fazer isso. Na verdade, escrever um pouco aqui cumpriu com pelo menos 40% da melhoria do meu dia, então o pijamão é mesmo uma coisa boa… Agora faltam 60% que eu não sei de que cu eu vou tirar (desculpa a expressão, eu falo palavrão, rima proposital).

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