Vingadores: Guerra Infinita – um filme de herói me fez chorar.

Este post contém SPOILERS. Caso não queira saber o que acontece em Vingadores: Guerra Infinita, pule esse post.

Confesso que eu fui no cinema sem ver os trailers do novo filme dos Vingadores. Antes do filme, resolvi fazer uma maratona e ver como os heróis chegaram até aquele momento. Vi o Vingadores I com a Batalha de Nova York, o II com Ultron e o nascimento do Visão e, finalmente, o Guerra Civil, que não é dos Vingadores mas explica algumas coisas, como Wakanda e o Pantera Negra – eu já tinha visto o Thor: Ragnarok e o Pantera Negra antes de ver os Vingadoes, o que tinha me deixado bem confusa em relação a como o Hulk estava em outro planeta e como assim ninguém sabia que tinha Vibranium pra caramba na Terra.

Fui no cinema com o mantra do “slow down your expectations” porque em todos os últimos filmes que eu fui ver esperando muito acabei decepcionada. Dessa vez eu me surpreendi – e não foi exatamente da melhor e nem da pior maneira possível.

Sobre a parte técnica do filme, os efeitos estavam sensacionais – apesar das cenas de ação extremamente dinâmicas e rápidas, o que particularmente me deixa um pouco confusa, consegui enxergar muito bem as cores e os movimentos.

O roteiro é muito bem amarrado e foi bem legal que todos os núcleos apareceram e foram bem representados de alguma maneira e todos os heróis mostraram sua importância para o universo que a Marvel criou – e, ao contrário de Certas-Outras-Editoras, foi muito coeso e elaborado durante DEZ anos. Sim, o primeiro Homem de Ferro, que iniciou toda essa trajetória, estreou há todo esse tempo e me veio aquele sentimento de velhice já que eu assisti no cinema, na estreia hahaha.

Algumas atuações são um show a parte. Robert Downey Jr. foi um Homem de Ferro muito diferente do que veio se mostrando nos últimos filmes – o menino mimado de Ultron e Guerra Civil deu lugar a um homem sinceramente preocupado com o futuro da Terra. A Wanda – Feiticeira Escarlate – foi muito bem interpretada por Elizabeth Olsen, que trouxe uma complexidade de sentimentos, entre eles o incontestável luto por perder Visão. Outro que foi destaque positivo é o nenê Tom Holland, que manteve o bom humor com as cenas falando de cultura pop, mas que soube emocionar quando foi necessário.

E como foi emocionante… Eu não imaginava que fariam as “mortes” daquela maneira, é notório que foi tudo rápido – realmente o estalar de dedos – e, ao mesmo tempo, é tudo extremamente significativo porque todos os heróis que aprendemos a amar desaparecem – incluindo aí o Groot e o Dr. Estranho.

É um filme mais profundo e eu confesso que sai do cinema chorando. Sei que nesse universo cinematográfico, assim como nos quadrinhos, é muito fácil ressuscitar personagens (Loki já fez isso, talvez faça de novo, não sabemos), mas ao mesmo tempo o contexto é dolorido – Thanos é um vilão muito mais complexo do que qualquer outro da Marvel até agora, porque ele tem uma ideologia bem firmada e ele, em essência, não se vê como MAU e sim como um guardião do universo, a pessoa que irá “resolver os problemas”. Ele viu seu povo morrer de fome e sucumbir quase à extinção por não ter “equilíbrio” – no caso, bocas demais para alimentar e pouco alimento produzido – que, em seu âmago, dizimar metade da população de todos os planetas era o óbvio a se fazer. É essa complexidade também que nos surpreende, porque a régua moral dele é uma linha tênue entre genocida e salvador, e o fato de ele não conseguir entender que essa ideia de salvação dele é extremamente solitária e infeliz faz com que o vilão, em muitos momentos, crie uma empatia – meio frouxa, mas ainda assim, ela existe até o momento em que a tristeza toma a todos de assalto com a possibilidade de metade do mundo ter, simplesmente, desaparecido.

É um bom filme, uma qualidade técnica e estrutural indiscutível, finalmente um vilão interessante e complexo, atuações muito dignas e um roteiro bem amarradinho. E me fez chorar, um filme de herói que me faz chorar precisava virar post.

Em 2018 e 2019 temos algumas estreias da Marvel – Homem Formiga e a Vespa, Capitã Marvel (esse muito esperado por mim, afinal, primeira protagonista feminina da Marvel) e, claro, o desfecho de Guerra Infinita. Já sabemos também que Homem Aranha, Guardiões da Galáxia e Pantera Negra tem suas continuações confirmadas – agora, como isso pode acontecer? Será que vão ser reboots ou vamos ter os nossos queridos heróis de volta? São muitas teorias!

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