Comida e Bebida

Guia do Armazém Santa Filomena na Zona Cerealista (o melhor país do mundo)

Todo mundo sabe (ou deveria saber) que eu amo a Zona Cerealista.

Aquele local, no meio do Centro de São Paulo, não é exatamente de fácil acesso – fica atrás do Mercadão, próximo da 25 de Março, mas mais para o lado do Parque Dom Pedro – e pode não compensar para quem mora mais longe. Porém, para quem procura preço baixo e não liga muito para comodidade, ali é O lugar para comprar castanhas, temperos, queijos e afins.

Tem que andar. Esse é o ponto principal: em alguns lugares as coisas vão estar bem baratas e, em outro do lado, as coisas vão estar mais baratas ainda. É importante pesquisar as lojas (e seus endereços) antes de ir se aventurar pelo local. Um aviso: deixe o carro em casa. Não compensa o trânsito, é melhor ir de transporte público e, se você for carregar muita coisa (o que é SEMPRE o meu caso), voltar de táxi ou uber.

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Bom, de todas as lojas a que tem mais movimento e, creio, os melhores preços, é o Armazém Santa Filomena. Fica num canto meio estranho da rua e é LOTADO. Lojistas costumam comprar ali, assim como donos de restaurantes e afins. Você vai ver carrinhos lotados e pessoas se estapeando, mas vale a pena.

Guia do Armazém Santa Filomena

  1. Chegue o mais cedo possível e saiba que, independente da hora que você chegar, vai ter fila na porta e estar cheio. Se você tem faniquito em multidões, pede para alguém ir, porque o lugar é bem lotado.
  2. Tenha paciência. Ninguém é obrigado a aguentar gente que não aguenta gente num lugar que você já sabe que vai ter muita gente. Respira fundo, esquece que você odeia pessoas e tente se divertir.
  3. Entre e pegue a senha. É possível que você demore um pouco para ser atendido, então vá para o fundo da loja porque é o local mais tranquilo para esperar sua vez.
  4. Quando faltar uns 3 números para a sua vez, dirija-se ao meio da loja, embaixo do painel, onde a pessoa que vai designar seu atendente está. Se você bobear, vai voltar para o final da fila.
  5. Quando pegar seu atendente, seja objetivo. Ele está ali para pegar tudo o que você precisar, a não ser as coisas de prateleira (ele só vai te indicar e você pega). Trate ele bem senão sua mão cai.
  6. O atendente é tipo um “minion” de camisetinha amarela ou azul, não perca o seu atendente de vista e não fique parado enquanto ele vai pegar as coisas pra você, vai junto e poupa ele de andar (seja legal com a pessoa que tá ali pra te ajudar, mané).
  7. Leve uma lista. Sério, nada mais improdutivo para ambos (você e o atendente) do que indecisão na hora da compra. Não sabe o que comprar? Entre no site do Armazém Santa Filomena ou pergunte para quem vai frequentemente (pode me perguntar, inclusive).
  8. Produtos “quebrados” (castanhas do pará e nozes) são mais baratos se forem “quebrados”. Entretanto, dependendo do motivo da sua compra (como fazer cobertura de bolo, sei lá), é melhor comprar as nuts inteiras. É bom ter em mente que a diferença de preço não é grande, mas existe.
  9. Tem frutas secas também, mas não são muitas.
  10. Tem muitos temperos, qualquer um que você quiser. Lembre-se que a medida de tempero é diferente, não vai fazer como eu e acabar com 200g de orégano em casa (e enfiando orégano em tudo pois é o jeito né).
  11. Tem produtos de prateleira como pimentas, óleo de coco e mel.
  12. Tem queijos lá no fundão da loja, é um balcão separado então você não precisa do seu atendente pra pegar.
  13. Respeite para ser respeitado. Trombou em alguém? Peça desculpas. Peça “por favor” para o seu atendente porque ele não está ali pra ficar servindo a madama e agradeça no final. Tome cuidado com os outros, evite usar carrinhos (opte pelas cestinhas) e, por favor, não arruma confusão num lugar que já é cheio demais.
  14. É quente. Vai de roupinha leve.
  15. É tudo muito rápido, por isso é importante que você tenha uma lista. Mas viu algo que gosta ou que quer experimentar? Peça. Não enfie a mão dentro do negócio, sério. É só pedir e o atendente te dá qualquer coisa para experimentar.

Sei que algumas coisas parecem bem básicas nessa lista mas, acredite, se você acha que vai ser cheio é porque é mais cheio, se você acha que vai ser complicado é porque vai ser mais complicado. Não é simples frequentar esses locais, tem muita gente mal educada e muita gente tentando ser “esperta”, então tem que ir vacinado.

Agora, uma listinha rápida para andar ali pela região do Centro:

  1. Só leve o celular se precisar. Se levar, tem que ser numa bolsa que você vá carregar na sua frente, de preferência pequena e bem forte (com alça que não vai arrebentar com um puxão). Senão, leva na doleira ou num bolso com zíper.
  2. Não fica bobeando com o celular na mão. Não dá pra tirar selfie ali. Gosta de fotinha? Vai lá dentro do Mercadão.
  3. Não bobeia com dinheiro no bolso.
  4. Confira os seus pertences.
  5. Não maltrate as pessoas só porque elas vieram te pedir dinheiro. Basta dizer que não tem e pronto.

Bom, espero que vocês façam compras tão boas quanto eu.

Costumo gastar, em média, R$150 para comprar nuts para dois meses, compro tudo separadinho lá e junto num pote – minha compra geralmente é: castanha do pará quebrada, nozes quebradas, amêndoas, castanhas de caju sem sal, macadâmia (sempre pego menos porque é o item mais caro), goji berrie, uva passa, cramberrie desidratado e acabo sempre pegando mais alguma “coisinha” que eu vejo pelo caminho – pego 200g de cada, em média.

Além disso, compro banana desidratada, algum tempero que falte (comprem o tempero do Edu Guedes, sério, é ótimo pra carne), mel e óleo de coco. Compro também aveia em flocos, farelo de aveia e, quando tá num preço bacana, compro açúcar de coco. Tem outros tipos de açúcar e farinhas por lá, de novo, é importante pesquisar antes.

É cheio? É. Mas vale a pena demais, pelo menos pra quem é mão de vaca como eu e se recusa a pagar o dobro do preço por quilo nos mercados. Vale o esforço pra quem quer fazer esse esforço.

Boas compras 🙂

SERVIÇO
Armazém Santa Filomena
R. Santa Rosa, 100 – Brás, São Paulo – SP
Telefone: 3122-0000
Horário de funcionamento:
Segunda a sexta das 8h às 17h
Sábado das 8h às 14h30.
Site: http://www.armazemsantafilomena.com.br/

Beleza, moda e meu ego enorme.

Mudei o visual: cabelo novo.

Ok, a foto está aquela B O S T A, mas tudo bem. Segura a emoção que, em algum momento, teremos fotos bonitas por aqui.

Cortei o cabelo. Tirei quase toda a parte descolorida e o cabeleireiro ainda conseguiu aumentar o volume dando “”””cachos””””. Era pra ser um long bob mas claramente não é.

Tá lindo.

Disseram que eu parecia mais velha. Outros falaram que eu parecia mais nova.

Eu pareço mais eu.

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Desabafos e outros dramas · Organização Pessoal e Bullet Journal

Aprendendo a ser produtiva de manhã

Se tem uma coisa que aprendi nesse lance de vida saudável é que dormir e acordar são as duas partes mais importantes do dia.

Dormir bem ajuda o corpo a metabolizar tudo que você consumiu no dia e realizar absorção correta de nutrientes, fora que descansa a musculatura depois da academia e, né, tem todo o lance de chegar no sono profundo e tudo o mais. Dormir é bem legal.

O que não tem muita gente que fala é sobre acordar bem. Meu, é bom demais acordar bem.

Quando você dorme bem e seu corpo relaxa, a possibilidade de acordar bem é maior. Seu corpo entende que está na hora de levantar, por isso é importante tentar manter uma rotina de 8h de sono. Fora isso, dá pra ser muito produtivo logo cedo. Há alguns métodos interessantes e o que mais me chamou a atenção foi o “Morning Glory”.

Assim, li o livro e me parece uma coisa mais de auto-ajuda. Eu não sou muito fã de seguir métodos milagrosos de resultados que nada mais são do que condicionamento cerebral. Porém, adaptar algumas coisas que eu gosto e encaixar elas na minha rotina naturalmente tem me feito um bem danado e tem diminuído a sensação de que meus dias não são proveitosos.

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Eu dividi meus despertadores e minha manhã assim:

5h30: acordar e meditar: que na verdade não é meditação, é sentar na cama, respirar fundo e tentar não pensar em nada negativo;

5h40: afirmar: falar para mim mesma tudo o que quero fazer ou realizar no dia. Parece bullshitagem, mas é meio que uma listinha mental que você vai riscando, então é mais fácil se manter nesses objetivos.

5h50: exercícios: simmmm, eu faço exercícios pelo menos duas vezes no dia. Como o chuveiro da academia que estou agora é meio “de lua”, optei por fazer academia de noite, então de manhã eu faço alguns exercícios aeróbicos – 5 min de polichinelos, 5 minutos de pulos (como se pulasse corda), 3 séries de 15 agachamentos normais, 3 séries de 15 agachamentos com peso, 3 séries de 15 agachamentos com salto, 3 séries de 15 agachamentos abertos, 3 séries de 15 “bailarinas” (levantar as pernas alternadamente), 3 séries de 15 “coices” e alterno tudo isso com 100 abdominais entre cada exercício. Essa é a minha rotina porque eu estou BEM acostumada com academia, então não comece fazendo nada do tipo se você for seguir o método. Tenta fazer coisas que você goste.

6h30: leitura: sim, ler logo cedo! Pode até ser as notícias, mas eu pego o meu livrinho, sento na cama (uso uma toalha pois SUOR hahahaha) e leio. Era um hábito que eu vinha abandonando, principalmente porque eu lia prioritariamente no transporte público. Agora não, leio em casa.

7h00: banho e arrumar a cama: nem preciso explicar. Tento fazer tudo com calma, mas rapidamente, pra manter o ritmo ao longo do dia.

7h30: café da manhã: como o meu horário de sair é 8h30, eu tenho UMA HORA pra preparar e tomar meu café da manhã. Deixo algumas coisas no jeito, tipo o mamão cortadinho ou coloco o café pra coar antes de ir para o banho. É importante otimizar o tempo o máximo possível, então deixo tudo meio que pronto no dia anterior. Sento, coloco um episódio de alguma série e assisto o que dá (escolho coisas de 20 minutinhos pra sempre ver inteiro hahahaha). Comi algo saudável, sem correria e ainda vi um episódio de uma série, isso sim é otimização!

8h30: eu saio de casa e já fiz exercícios, porque se não dá tempo de fazer de noite pelo menos eu fiz alguma coisa, já tomei banho e me refresquei (ou me esquentei), já li, já vi um episódio de uma série e já comi algo saudável, que vai me satisfazer até a hora do lanche da manhã.

E por quê essa rotina? Porque eu sou ansiosa, eu curto uma auto sabotagem e porque eu PRECISO de uma rotina para me manter nos eixos, especialmente quando eu suponho que o mundo e o universo inteiro estão contra mim.

Essa rotina tem sido essencial para eu começar a manhã BEM e ter um dia mais produtivo, menos distraído e mais focado.

Coisas que eu tenho evitado:

  • Usar o celular durante a rotina matinal;
  • Ficar “parada” ou pensando muito, eu já vou fazendo;
  • Achar que um dia não vai fazer diferença. Vai sim;
  • Ficar procurando desculpas para não fazer as coisas. Mesmo que elas não sejam perfeitas todos os dias e eu esqueça de comprar ovos para o café da manhã, ainda assim dá para ter um bom dia. Foco nas coisas boas. Foco na produtividade do corpo.
  • Apertar o botão soneca;
  • Chorar.

E tem dado certo. Não é método da felicidade nem nada, é o que dá pra fazer e consegui adaptar para mim e minhas necessidades.

Um passo de cada vez, um dia de cada vez, uma manhã de cada vez…

 

Desabafos e outros dramas

Você sabe o que é auto sabotagem?

Eu amo começar projetos novos. Eu não termino nenhum deles.

Hoje eu acordei 5h30 da manhã com o despertador tocando. Eu passei duas horas olhando para o teto e pensando “o que raios eu estou fazendo com a minha vida?”. Acabei perdendo a academia que eu precisava (mesmo) ir e usei um tempo absolutamente desnecessário no banho. Desculpa, Cantareira, eu precisava.

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Pensar no que eu estou fazendo é o meu meio mais prático de me auto sabotar. Eu deixo de fazer as coisas porque passei muito tempo pensando em como faria aquilo. Veja bem, não é uma ponderação do porquê de fazer algo, que nos leva a tomar decisões acertadas. É uma busca incessante pelo “como” – e aí, queridos, para quem tem ansiedade esse “como” nada mais é do que buscar uma perfeição que não existe.

Vamos dar um exemplo prático? Vamos.

Preciso ir para a academia todos os dias, duas vezes ao dia.
A lista abaixo são as desculpas que usei para mim mesma na última semana:

  • Meus tênis estão com chulé, preciso deixar eles com talco.
  • Preciso comprar roupas de ginástica. As que eu tenho, não sei onde estão.
  • Eu não sei onde elas estão porque meu armário está bagunçado. Sendo assim, eu só poderei ir para a academia quando arrumar o armário e encontrar as roupas.
  • Todas as minhas roupas estão enormes, então vai mesmo que eu encontre-as, não sei se vou conseguir usar.
  • Preciso ter dinheiro para comprar as roupas. Vou procurar um freela, quando terminar o freela eu posso voltar a fazer academia.
  • Esse mês eu não sei se consigo pagar a academia porque tenho dois eventos sociais para ir.

E assim vai. Não para, essa lista é enorme.

Agora, vamos lá, a lista de razões pelas quais eu preciso fazer academia e o porquê de eu sabotar cada uma delas com essa lista de desculpas:

  • Quero emagrecer (sigo odiando meu corpo todos os dias mas tenho medo de emagrecer e ficar parecendo um mini-craque, além do quê o meu ex falava que eu ficava feia magra, meu rosto era igual ao da noiva cadáver. Eu não vou mais poder falar que eu tenho orgulho do meu corpo e falar “ame-se como você é” porque corro o risco de ouvir “você diz isso porque é magra” e eu morro de medo de ser essas pessoas que é gordofóbica ou corpofóbica sem perceber. Fora tudo isso, eu acho que fico me sabotando porque acho que não mereço ser feliz – o meu ex que dizia que eu ficaria feia sempre me disse que eu não merecia felicidade nenhuma. Ele foi muito abusivo e o relacionamento foi bem longo, ainda não consegui me livrar desses anos de abuso).
  • Preciso cuidar da minha saúde (esse medo de morrer é balela, eu morro de medo de viver, é por isso que eu fico pensando tanto em questões tipo “se eu me jogar da janela do terceiro andar, será que vão achar que eu quero chamar atenção?”. Idiotice pura, eu sei… O problema é que, comendo mal, bebendo muito e fumando, eu estava me jogando da janela do terceiro andar todos os dias. Agora eu não me jogo mais e isso sim me assusta…)
  • Quero ficar forte para nenhum cara mexer comigo na rua (mas se eles mexem eu morro de medo de falar alguma coisa, no geral é difícil mexerem comigo mas eu sempre fico sem reação, o problema é que se eu for ficar forte, eu vou emagrecer e seu eu emagrecer, provavelmente mais caras vão mexer comigo na rua… Eu era mais feliz quando eles não mexiam, mesmo sabendo que era só sorte, porque eles mexem com mulheres que tenham qualquer tipo de corpo).

Vocês conseguem ver quanta coisa ruim tem para cada coisa boa?

É assim que você fica preso em iniciar projetos e não terminar nenhum deles. Nada, nunca, em momento nenhum da sua vida, está bom o suficiente ou certo o suficiente.

“Você se sabota porque morre de medo que as coisas deem certo.” – Sim e não. Eu quero que as coisas deem certo mas eu não quero mexer um dedo para isso, eu fico esperando e aguardando que essas coisas mudem, como se eu fosse emagrecer e ficar com glicemia 70 só de ficar sentada na frente do computador…

Eu dei UM exemplo, o da academia… Porém isso tem acontecido em TODOS os aspectos da minha vida. Bullet journal? Não comecei, porque não achei o caderno ideal moleskine frufru com pontinhos. Instafitness? Tiro foto e paro. Minha vida é uma sitcom no Snapchat? Nope, só apareço de vez em quando. O blog pra falar de moda e look do dia? Tá aqui, recebendo esse texto – necessário porém fora da temática – em vez de uma foto linda.

O problema é que achar problemas é um vício – quanto mais você procura problemas que te impeçam de fazer algo bacana, mais e mais você vai fazer.

É por isso que admiro tanto essas pessoas que “fazem”, essas pessoas que tem uma ideia, que iniciam um projeto e tocam pra frente.

Um dia, eu quero ser a pessoa que “faz” mais do que a pessoa que inventa desculpas para não fazer (e “um dia” é uma forma de auto-sabotagem também).

Sugestão de leitura

livros

Livros – Trilogia “A Seleção” – Kiera Cass

Eu quero começar esse post falando de uma coisa que me irrita muito e não tem nada a ver com os livros: carteirada intelectual. Eu me irrito muito quando alguém me acha “burra” porque eu gosto de ler John Green, Jojo Moyes, Kiera Cass ou seja do fandom de Harry Potter até hoje. Porque dá para gostar e consumir esse tipo de literatura infanto-juvenil e, ainda assim, gostar e consumir os grandes clássicos da literatura.

Este é um blog livre de elitismo literário e vou falar sobre qualquer livro que eu vier a ler, estamos combinados? Ok.

***

Eu comprei a trilogia “A Seleção” há mais de ano para o Kindle, em uma promoção daquelas lindas que só a Amazon sabe fazer. Porém, comprei no impulso e acabei demorando com outras leituras, fora um período horrível de ansiedade em que não consegui ler nada. Como precisava de algo bem simples e de consumo rápido, foram esses os livros que escolhi.

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Aspectos de Leitura

Realmente, são livros rápidos. Demorei cerca de 5h em cada um deles. A narrativa é concreta e os romances tem um desfecho satisfatório. O roteiro não é dos melhores, a história poderia ser muito maior e é… Fraca. É um conto de fadas moderno em um futuro distópico.

Resumo do Livro

Nesse futuro criado por Kiera Cass, há o país de Illéa, um conglomerado de países da antiga América, devastado após a Quarta Guerra Mundial e uma monarquia que dividiu a população em castas, dos mais ricos aos mais pobres. Há poucas chances de mudanças de casta e uma delas é por meio da Seleção.

America é uma menina da casta de número 5, onde estão os artistas menos famosos – cantores, pintores, escultores e artesãos. Ela está apta mas não quer participar da Seleção, um concurso tipo reality show onde o Príncipe escolhe quem será sua esposa para apaziguar os ânimos da nação destruída. America, por sua vez, acha tudo isso idiota e não quer ser parte daquilo mas, óbvio, ela acaba sendo uma das selecionadas a entrar e viver no castelo até que o príncipe escolha a sua preferida.

Aspectos Sociais

Eu, como boa feminista que sou, não gostei da ideia central, que é o concurso para que um homem escolha a mulher perfeita. Na verdade, eu ODIEI essa proposta. Mas, né, comecei a leitura, vamos seguir. A história se desenvolve aos poucos, tem alguns momentos bem lentos de romance piegas e inocente, além de outros clichês dos livros para adolescentes – aquela coisa de herói salva mocinha? Então, o tempo todo. Há um pouco de “sororidade” (entre aspas mesmo, porque o livro é bem sexista) em alguns momentos entre as meninas que participam da Seleção mas, né, nada especial e tão digno de nota assim. No começo, achei mesmo que poderia ser diferente mas não foi. Uma pena.

Público

A trilogia é infanto-juvenil e, realmente, se eu tivesse 14 anos adoraria o livro. Porém, como eu falei nos aspectos sociais, é importante que meninas parem de tentar o príncipe encantado, mesmo que seja num futuro bizarro, mesmo que seja em qualquer homem que não seja um babaca. Eu acho importante que meninas dessa nova geração (que já nasceram com a internet no ar) se informem e leiam outro tipo de material, como os livros da Capitolina.

O que eu achei do livro?

No geral, a série é entretenimento, é romance bobo para comer em algumas horas. Não é horrível mas é sexista, sempre bom ter isso em mente. Eu teria mudado o livro da metade para frente, quando a histórica ficou realmente previsível e teria matado o príncipe, mas essa sou eu. Talvez você se apaixone por ele. Ou não.

Nota: 3/10.

P.S.: descobri que há uma segunda série de livros em andamento contando uma história ambientada no mesmo local, anos depois. Vou pensar se irei ou não ler.