Nova dieta, nova rotina de exercícios e novos objetivos.

No auge da minha crise dos 30, que começou no dia anterior ao meu aniversário com duas horas chorando sem parar, eu decidi fazer algo significativo para meu corpo: fazer uma corrida de obstáculos chamada Bravus. A mulher quando vai fazer 30, ela só faz cagada…

Apesar do meu estado emocional frustrado eu fui razoável e me dei um ano para me aventurar nessa proeza – a corrida de 5km acontece em dezembro -, ou seja, tempo suficiente para melhorar o condicionamento físico e ganhar força também. Foi com esse objetivo inicial em mente, intensifiquei meus treinamentos no SESC (preciso contar que lá só tem velhinhos e não tem o “clima academia”, que eu abomino) e resolvi me matricular numa academia que dá treinamento funcional com lutas e no kickboxing ela é ousada ela.

Bom, o bicho pegou, porque kickboxing é MUITO legal, surgiu a oportunidade de fazer uma mudança de faixa e eu resolvi abraçar – vou ter que treinar muito, o que vai intensificar ainda mais a minha rotina de exercícios.

Inspiração

ENFIM, nessa toada me bateu um medo enorme de me machucar. Passei em uma nutróloga e fiz uma bioimpedância, que é o exame que mede sua porcentagem de gordura corporal. E eis que levei um susto: 40% de gordura corporal. É um número bem alto, mais ainda porque pelo fator balança eu nem sou considerada gorda – tenho 1,66 e peso 75kg, eu coloquei meu peso na internet, a mulher de 30 ela também caga mais para algumas coisas, né?

E aí o negócio vai intensificar. Preciso perder pelo menos 10kg e reduzir 50% dessa gordura (ou seja, ficar com 20%) para que a carga de exercícios não me prejudique e nem que eu fique fraca – o que me faria não conseguir realizar a rotina de exercícios que preciso seguir para realizar esses objetivos.

A verdade é que tô reclamando mas tô feliz. É uma guinada total no meu estilo de vida, bem fora da minha zona de conforto mesmo, mas algo que é possível porque eu entendi que meu corpo é uma máquina que só precisava de um pouco de graxa.

No mais, vou contar por aqui como vai ser esse processo e como estão os treinos. Fotos e vídeos eu não sei se saem, mas um relato fiel prometo que teremos por aqui.

Pode vir Bravus que eu estou Nevousar.

(Meu Deus alguém me interdita, ninguém vai entender essa piadaaaaa)

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Vingadores: Guerra Infinita – um filme de herói me fez chorar.

Este post contém SPOILERS. Caso não queira saber o que acontece em Vingadores: Guerra Infinita, pule esse post.

Confesso que eu fui no cinema sem ver os trailers do novo filme dos Vingadores. Antes do filme, resolvi fazer uma maratona e ver como os heróis chegaram até aquele momento. Vi o Vingadores I com a Batalha de Nova York, o II com Ultron e o nascimento do Visão e, finalmente, o Guerra Civil, que não é dos Vingadores mas explica algumas coisas, como Wakanda e o Pantera Negra – eu já tinha visto o Thor: Ragnarok e o Pantera Negra antes de ver os Vingadoes, o que tinha me deixado bem confusa em relação a como o Hulk estava em outro planeta e como assim ninguém sabia que tinha Vibranium pra caramba na Terra.

Fui no cinema com o mantra do “slow down your expectations” porque em todos os últimos filmes que eu fui ver esperando muito acabei decepcionada. Dessa vez eu me surpreendi – e não foi exatamente da melhor e nem da pior maneira possível.

Sobre a parte técnica do filme, os efeitos estavam sensacionais – apesar das cenas de ação extremamente dinâmicas e rápidas, o que particularmente me deixa um pouco confusa, consegui enxergar muito bem as cores e os movimentos.

O roteiro é muito bem amarrado e foi bem legal que todos os núcleos apareceram e foram bem representados de alguma maneira e todos os heróis mostraram sua importância para o universo que a Marvel criou – e, ao contrário de Certas-Outras-Editoras, foi muito coeso e elaborado durante DEZ anos. Sim, o primeiro Homem de Ferro, que iniciou toda essa trajetória, estreou há todo esse tempo e me veio aquele sentimento de velhice já que eu assisti no cinema, na estreia hahaha.

Algumas atuações são um show a parte. Robert Downey Jr. foi um Homem de Ferro muito diferente do que veio se mostrando nos últimos filmes – o menino mimado de Ultron e Guerra Civil deu lugar a um homem sinceramente preocupado com o futuro da Terra. A Wanda – Feiticeira Escarlate – foi muito bem interpretada por Elizabeth Olsen, que trouxe uma complexidade de sentimentos, entre eles o incontestável luto por perder Visão. Outro que foi destaque positivo é o nenê Tom Holland, que manteve o bom humor com as cenas falando de cultura pop, mas que soube emocionar quando foi necessário.

E como foi emocionante… Eu não imaginava que fariam as “mortes” daquela maneira, é notório que foi tudo rápido – realmente o estalar de dedos – e, ao mesmo tempo, é tudo extremamente significativo porque todos os heróis que aprendemos a amar desaparecem – incluindo aí o Groot e o Dr. Estranho.

É um filme mais profundo e eu confesso que sai do cinema chorando. Sei que nesse universo cinematográfico, assim como nos quadrinhos, é muito fácil ressuscitar personagens (Loki já fez isso, talvez faça de novo, não sabemos), mas ao mesmo tempo o contexto é dolorido – Thanos é um vilão muito mais complexo do que qualquer outro da Marvel até agora, porque ele tem uma ideologia bem firmada e ele, em essência, não se vê como MAU e sim como um guardião do universo, a pessoa que irá “resolver os problemas”. Ele viu seu povo morrer de fome e sucumbir quase à extinção por não ter “equilíbrio” – no caso, bocas demais para alimentar e pouco alimento produzido – que, em seu âmago, dizimar metade da população de todos os planetas era o óbvio a se fazer. É essa complexidade também que nos surpreende, porque a régua moral dele é uma linha tênue entre genocida e salvador, e o fato de ele não conseguir entender que essa ideia de salvação dele é extremamente solitária e infeliz faz com que o vilão, em muitos momentos, crie uma empatia – meio frouxa, mas ainda assim, ela existe até o momento em que a tristeza toma a todos de assalto com a possibilidade de metade do mundo ter, simplesmente, desaparecido.

É um bom filme, uma qualidade técnica e estrutural indiscutível, finalmente um vilão interessante e complexo, atuações muito dignas e um roteiro bem amarradinho. E me fez chorar, um filme de herói que me faz chorar precisava virar post.

Em 2018 e 2019 temos algumas estreias da Marvel – Homem Formiga e a Vespa, Capitã Marvel (esse muito esperado por mim, afinal, primeira protagonista feminina da Marvel) e, claro, o desfecho de Guerra Infinita. Já sabemos também que Homem Aranha, Guardiões da Galáxia e Pantera Negra tem suas continuações confirmadas – agora, como isso pode acontecer? Será que vão ser reboots ou vamos ter os nossos queridos heróis de volta? São muitas teorias!

Exercício físico: como escolher o melhor para você?

Não me odeiem mas não tem fórmula certa.

Não dá para falar “se você gosta de pular, faça isso” ou “se você quer emagrecer faça aquilo”. Essas fórmulas são todas mentirosas e eu posso te dizer o porquê: não adianta nada você fazer algo que não gosta.

Abaixo, vou citar alguns exercícios em academia.

DANÇA

Eis um exercício com alto gasto calórico e que é muito gostoso! Sabe o “quem dança seus males espanta”? Então, é isso mesmo: dançar é um exercício completo, onde você trabalha toda a musculatura do corpo, fortalecendo principalmente as pernas e o abdômen. Além disso, é uma atividade divertida, não dá para ficar entediado dançando, né?

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Photo by ketan rajput on Unsplash

LUTA

Eu sou suspeita porque eu amo, mas lutas também são exercícios muito completos que trabalham agilidade e explosão, além de aumentar muito seu condicionamento físico. Nos primeiros treinos tudo dói, especialmente os braços, mas é coisa de fazer por um mês, pelo menos 3x na semana, para notar uma diferença enorme no rendimento. Além de tudo, oferece grande gasto calórico – ali é para suar mesmo!

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Photo by Johann Walter Bantz on Unsplash

ALONGAMENTO

Esse não tem grande gasto calórico mas são exercícios MUITO gostosos! Trabalha o corpo inteiro e ideal para quem começou a sair do sedentarismo. Apesar de leves, os alongamentos melhoram a resistência muscular.

CIRCUITO FUNCIONAL

Lembra daqueles circuitos que o professor de educação física fazia na escola? Eles evoluíram para um treinamento super dinâmico focado em fortalecimento muscular. Os exercícios trabalham todos os grupos musculares e ajudam a criar resistência, porque são feitos em etapas alternando entre fortalecimento e aeróbico. O gasto calórico é bem alto, mas quem não está acostumado com exercícios pode passar mal ou sentir dores no dia seguinte. É normal, mas pode ser evitando sempre pensando em seus limites e passando um gelol depois (não é publi hahaha).

CROSSFIT

O CrossFit une princípios de levantamento de peso olímpico (LPO), atividade de condicionamento físico de alto gasto calórico, como corrida e remo, e até ginástica artística. Criado e lincenciado por Greg Glassman, é uma das modalidades que mais cresce no Brasil – que é o país com maior número de “boxes” (como são chamadas as academias de CrossFit) fora dos Estados Unidos. É um treinamento de alta performance, focado em aumento da resistência física e muscular.

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Photo by Clem Onojeghuo on Unsplash

CROSS FIGHT

É muito parecido com o treinamento funcional mas também envolve luta! A modalidade, patenteada desde 2010 no Brasil pela academia Cross Fight, é um circuito híbrido entre funcional, elementos de musculação e lutas – e, olha, esse dinamismo faz muita diferença! O gasto calórico é alto e você vai criando resistência física em cada treino – em um mês, fazendo pelo menos 3x por semana, você já consegue perceber uma diferença grande no fôlego.

YOGA E PILATES

Essas também são atividades que mexem o corpo inteirinho! O pilates tem movimentos em que você usa o peso do próprio corpo, o que deixa o exercício bem proporcional. Yoga é muito bom para relaxar, mas também trabalha diversos grupos musculares por meio do equilíbrio.

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Photo by Emily Sea on Unsplash

ESTEIRA, BIKE E ELÍPTICO

Eu, particularmente, acho muito entediante, mas tem quem curte. O gasto aqui depende mais da intensidade do que do exercício em si, mas é importante não forçar porque alguns exercícios tem muito impacto (esteira/bike). Se você gosta, coloca uma música animada, um audiobook ou um podcast para ouvir. Eu costumo fazer esses três depois do treino, com o corpo bem aquecido, porque me sinto melhor, mas a esteira também pode servir como aquecimento.

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Photo by Justyn Warner on Unsplash

MUSCULAÇÃO

Pegar peso pode ser bem chato também. Monta o exercício, levanta, repete 15x, descansa 1 minuto, repete 15x, desmonta o exercício zzzzzz. Eu acho bem chato, por isso adaptei meus treinos de musculação fazendo duas séries de exercícios diferentes intercalando com descanso ativo aeróbico. Por exemplo: faço uma série de agachamentos, outra de elevação do quadril e finalizo com um minuto de corda, repito 3x. Agrupar os exercícios me ajudou a ter mais prazer na musculação, que eu sempre achei MUITO chata de fazer.

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Bom, coloquei aqui algumas das minhas impressões e os resultados de algumas leituras. Academia – e exercício físico em geral – precisa fazer você se sentir bem. Existem lugares bem ruins, onde há bastante body shaming e onde as pessoas podem ser bem cruéis, especialmente com corpos que, para elas, não são “ideais”. Porém, há lugares muito receptivos para PESSOAS que, independente dos seus corpos, estão buscando qualidade de vida.

Acima de tudo, experimente. Você vai achar atividades que gosta muito e aí o exercício não é uma “obrigação”, é um prazer. Eu detestava os dias de fazer exercício até que descobri a luta – e, se deixar, eu faço luta TODOS os dias!

Que tal começar uma atividade nova hoje?

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Se você se interessou pelo Cross Fight ou lutas, posso te levar para fazer uma aula experimental – a academia fica em Pinheiros, São Paulo. 🙂 

 

 

Dois lados

Tem algumas coisas que são divisoras de águas nas nossas vidas. A minha primeira divisão aconteceu aos 19 anos, quando minha mãe morreu e eu decidi tentar a vida em outra cidade. Consegui, sobrevivi apesar dos muitos erros e dos poucos acertos que foram, realmente, bem acertados.

Aí hoje eu li esse post no blog desancorando. Eu até deixei um comentário lá. Mas estou pensando nesse post há duas horas e no que ele me despertou: a vontade de inspirar pessoas, de mudar algo para alguém.

Eu não sei exatamente (ainda) como vou fazer isso, mas vou fazer. Quero mostrar pro mundo que comida é uma coisa linda, que exercício físico pode ser muito legal, que dá para se encontrar numa rotina – que, aliás, rotina é uma coisa boa.

Hoje eu me inspirei. Hoje eu achei uma coisa para fazer.

Vou fazer.

(Obrigada, Maki. Obrigada também minha querida Dani, você foi meu maior divisor de águas hoje e espero ter feito mesmo algo significativo por você)

Comprei consciente e me sinto uma pessoa melhor

Eu venho postergando umas compras há um bom tempo. Eu preciso de roupa e esse não é um eufemismo para consumismo desenfreado, é necessidade mesmo. Para ter ideia do quanto meu guarda-roupas é enxuto, eu tinha um total de duas calças, ambas leggings pretas. Não tinha mais nada que eu pudesse vestir fora um jeans bem puído (não propositalmente puído, veja bem) que eu insisti em usar até terminar de rasgar no meio das pernas – RIP Jeans Velhinho.

O problema é que eu odeio comprar roupas. Eu não sei, não gosto, me dá agonia. E eu quero montar meio que um “armário cápsula uniforme de trabalho”. O plano é ter 5 calças (a Calça Segunda, a Calça Terça e assim por diante) e, para cada uma delas, ter 5 partes de cima – ou seja, a Calça Segunda tem como súditas suas 5 Partes de Cima, a Calça Terça tem outras 5 Partes de Cima e assim por diante. Fiz as contas aqui e dá um total de 30 peças. A ideia é dar um “up no visual” que blogueirinha ela falando assim com terceiras peças ou sapatos. E aí é só ir revesando – na primeira segunda do mês eu uso a Calça Segunda com uma das Partes de Cima, na segunda segunda (ô redundância) do mês eu uso a mesma Calça Segunda mas com outra das Partes de Cima. Deu para entender?

Sendo assim, comecei a pesquisar e entender o que eu queria como meu estilo e resolvi tentar calças estilo alfaiataria – vestem super bem, são muito bonitas e estilosinhas. E aí, bom, como não dava para continuar usando duas leggings (as mesmas que eu venho usando há 4 meses, veja bem), fui lá na loja já na crise de ansiedade e nem nos meus mais belos sonhos de princesa eu passaria pelo que passei.

Fui com meu namorado. Eu sei que muita gente acha um erro, mas ele era a única pessoa acessível na hora, não tinha nada a perder, bora lá, né? E foi uma grata surpresa porque ele não só me ajudou a escolher os modelos, como me ajudou a avaliar na porta do provador. Ele entendeu o que eu precisava e me ajudou a vasculhar as araras.

Voltei para casa com uma calça preta de corte skinny e um jeans basicão. O jeans já vai ser a Calça de Sexta e a calça preta provavelmente a de Terça – e aí, com o tempo, com disposição e com um plano prontinho na cabeça, eu vou comprando as outras peças aos poucos, com economia e já pensando nesse esquema – aí, as peças mais velhinhas vão sendo doadas a medida que as peças novas vão chegando.

Espero que dê certo. Eu não tenho e nem nunca tive um “estilo próprio”, um jeito de me vestir que as pessoas já associassem a mim, então esse momento da minha vida – chegando nos 30, num emprego estável, morando junto com meu namorado – tem sido um divisor de águas sobre “quem eu não sei quem sou” e “quem eu quero ser”.

Comprei consciente de que não era uma questão de consumismo e sim de necessidade, comprei pensando em usar por muito tempo e, pela primeira vez em muito tempo, eu fico feliz de verdade com uma compra.

Torçam por mim nessa jornada.

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